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Política

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Nunes Marques dá 24 horas para Meta entregar ao TSE relatório detalhado sobre 'Exército do Lula'

Presidente do tribunal atendeu ao pedido de explicações da campanha de Flávio Bolsonaro

22 out 2026 - 16h43
(atualizado às 17h35)
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Resumo
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta entregar dados técnicos sobre o canal "Exército do Lula", administrado por André Janones. A medida atende à campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa manipulação de algoritmos e atuação coordenada. O Google também deve detalhar se houve amplificação artificial de termos. O canal é chave para a campanha de Lula e, embora tenha chegado a ser bloqueado por Nunes Marques após o 1º turno, foi liberado pelo ministro Villas Bôas Cueva.

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para a Meta enviar um relatório com dados técnicos sobre o canal "Exército do Lula". O ministro tomou a decisão em um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alega haver manipulação do algoritmo de plataformas na internet por meio da mobilização da militância.

O relatório deve conter detalhes sobre a forma como o canal opera. Entre eles:

  • a existência de sincronização de atividades, replicação de mensagens e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas;
  • os padrões de engajamento, alcance, compartilhamento e eventual amplificação artificial;
  • a circulação e redistribuição dos conteúdos, inclusive mensagens encaminhadas e conteúdos excluídos ou modificados;
  • a existência de publicidade paga, impulsionamento e distribuição patrocinada; e
  • a aplicação efetiva do plano de conformidade e as providências eventualmente adotadas.

Nunes Marques também determinou que o Google informe se houve amplificação coordenada dos termos e hashtags mencionados, entre 18 e 20 de outubro de 2026, em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.

O canal, que ultrapassou a marca de 8 milhões seguidores, é administrado pelo deputado André Janones e visto pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva como ferramenta importante na tentativa de virar a situação do candidato nas urnas. Após o primeiro turno, Nunes Marques determinou o bloqueio do canal, mas a medida foi revertida em decisão do ministro Villas Boas Cueva, relator do processo.

Estadão
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