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Política

Não é possível ter havido desvio de recursos, diz Bancoop

30 mar 2010 - 13h22
(atualizado às 13h24)
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Laryssa Borges
Direto de Brasília

O advogado da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), Pedro Dallari, afirmou nesta terça-feira não ser possível ter havido qualquer desvio de recursos dos cooperados para supostos esquemas de corrupção. Ao participar de reunião conjunta das comissões de Fiscalização e Controle e de Direitos Humanos, o advogado disse que os imóveis não foram superfaturados e, portanto, não haveria excedente que pudesse ser encaminhado ilegalmente para outros fins.

Dallari participa de debate sobre o caso Bancoop acompanhado do ex-presidente da instituição e atual tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto. O nome de Vaccari aparece em denúncias de pagamento de propina e desvios de dinheiro da Bancoop, com aplicação supostamente irregular de recursos dos fundos de pensão da Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras). De acordo com as investigações, parte dos recursos teria sido aplicada em campanhas do PT e no esquema do mensalão federal.

"O desvio pressupõe o excesso, o superfaturamento. Se não há excesso, se não há superfaturamento, não há onde sair (o dinheiro para o desvio). Nem perícias judiciais (detectaram que) o valor do móvel supera valor de mercado", afirmou Dallari, que disse ainda que, nos debates na esfera criminal sobre supostos desvios, não houve qualquer formalização da denúncia ao longo dos anos e tanto a Bancoop quanto seus dirigentes não teriam sido ouvidos. Na avaliação do advogado, no ano eleitoral de 2010, criou-se um fato jornalístico para reavivar as denúncias.

Também haviam sido convidados a prestar depoimento sobre o caso Bancoop o promotor de Justiça de São Paulo José Carlos Blat e o corretor Lúcio Funaro, que delatou parte do suposto esquema. Blat encaminhou justificativa ao colegiado afirmando que não poderia estar presente por ter de realizar exames indicados para o tratamento que trava contra um câncer. Funaro não compareceu e não enviou documentos que explicariam sua ausência.

No início da sessão, João Vaccari Neto apresentou um balanço de sua gestão na cooperativa. De acordo com o tesoureiro do PT, houve "profissionalização da administração" e a contratação da auditoria Terco Grant Thornton para serviços de caráter contábil e financeiro da administração.

Após uma avaliação da auditoria, Vaccari disse que a Bancoop constatou que determinados custos estavam acima do previsto, mas disse que, como em cooperativas não existe um preço fechado para os imóveis, foram rateados os custos finais dos empreendimentos concluídos e feito um "reforço de caixa" para arcar com o "custo real" das obras em construção. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, acompanha o depoimento.

Fonte: Redação Terra
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