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Política

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Moraes determina que PGR analise se arma apreendida de Bolsonaro é 'falta grave' na prisão domiciliar

Procuradoria tem 48 horas para se manifestar; depois, é a vez da defesa do ex-presidente

24 jun 2026 - 11h44
(atualizado às 12h05)
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Depoimento de Jair Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz durou 5 minutos, diz defesa:

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 24, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise se a descoberta de uma arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é ‘falta grave’ e se pode impactar na prisão domiciliar dele. 

Moraes afirmou que, segundo a Lei de Execução Penal, "comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que ‘possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem’". 

A PGR tem 48 horas para se manifestar sobre a ordem do ministro. Moraes determinou ainda o mesmo prazo, após a Procuradoria, para que a defesa do ex-presidente apresentar apontamentos acerca da análise feita pelo órgão. 

Bolsonaro prestou depoimento na tarde desta terça-feira, 23, à Polícia Civil em sua casa, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. O

Jair Bolsonaro chega em casa no dia 27 de março para cumprir novamente prisão domiciliar
Jair Bolsonaro chega em casa no dia 27 de março para cumprir novamente prisão domiciliar
Foto: Wilton Júnior/Estadão / Estadão

Conforme informado pelo advogado Paulo da Cunha Bueno à GloboNews, a oitiva do político durou cerca de 5 minutos. Na ocasião, ele reafirmou que o revólver, calibre 9 mm, estava com o militar para ser consertado. 

Conforme a decisão desta quarta, Bolsonaro também confirmou que a posse do armamento em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, pois “tinha três mulheres em casa", e "não podia ficar desarmado”. 

Apreensão da arma

A arma foi apreendida no último dia 15, durante uma blitz realizada pela Polícia Militar. O agente responsável pela abordagem informou que o militar parou o carro após a ordem, e disse que faria o teste do bafômetro. O policial, entretanto, percebeu que havia uma pistola no assoalho do carro, e o motorista fechou o vidro do veículo de repente. 

O PM abriu a porta do condutor e recolheu o armamento, pedindo que o homem encostasse o veículo no acostamento. Nesse momento, o militar desceu do veículo e afirmou que era integrante do GSI e que trabalhava com o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O militar do Exército foi detido e levado para a 21ª Delegacia de Polícia, onde foi ouvido e depois liberado. O caso é investigado pela 17ª DP, e a ocorrência foi encaminhada para avaliação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes, que é relator da execução penal de Bolsonaro, pediu esclarecimentos à defesa e questionou a necessidade de reparos na pistola "às vésperas do encerramento" da prisão domiciliar humanitária, cujo prazo termina nesta quinta-feira, 25.

Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília
Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília
Foto: Wilton Júnior/Estadão / Estadão

Segundo a defesa, o registro da arma está regular no Sistema de Gerenciamento de Armas do Exército (Sigma). Ainda segundo a defesa, como o ex-presidente está sob tratamento de medicamentos que podem "afetar sua cognição", o equipamento foi desativado "sem seu conhecimento prévio".

Pode voltar para a Papudinha?

Na quinta-feira, 25, acaba o prazo de 90 dias da prisão domiciliar concedida ao Bolsonaro, e Moraes deve avaliar se prorroga o prazo ou manda o ex-presidente novamente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

O ex-mandatário está em prisão domiciliar, em caráter humanitário, desde 27 de março, após receber alta de uma internação por broncopneumonia e sob argumento de necessidade de cuidados médicos contínuos. 

Na última sexta-feira, 19, um boletim médico apontou melhora no quadro de saúde de Bolsonaro, com evolução no tratamento do ombro operado e redução das crises de soluço, além de maior disposição física. O relatório também registra efeitos colaterais como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio. 

Fonte: Portal Terra
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