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Política

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Moraes autoriza acesso de prestador de serviços à casa de Bolsonaro

Foi autorizada a entrada do profissional em três datas para reparos na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar

5 jun 2026 - 16h18
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o acesso de um prestador de serviços à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de reparos e manutenções. Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária na casa, por motivos de saúde.

A decisão atende a pedido da defesa de Bolsonaro, que informou a necessidade de intervenções na casa. Entre os serviços previstos estão o conserto de um vazamento hidráulico, manutenção de esquadrias, inspeções em equipamentos e instalações na área externa da residência e reparo de revestimentos.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se recupera de cirurgia no ombro e está preso em casa desde que contraiu pneumonia, em março
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se recupera de cirurgia no ombro e está preso em casa desde que contraiu pneumonia, em março
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em decisão assinada nesta sexta-feira, 5, Moraes permitiu a entrada do profissional nos dias 9, 10 e 11 de junho, no período das 8h às 17h. O ministro também estabeleceu que o trabalhador seja submetido a vistoria antes do acesso ao imóvel e determinou que celulares e outros equipamentos eletrônicos permaneçam sob a guarda dos agentes responsáveis pela segurança do local.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Ele está em prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, quando contraiu uma broncopneumonia bacteriana. No início de maio, realizou uma cirurgia para "reparo artroscópico do manguito rotador à direita", relacionado à articulação do ombro direito. Antes, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Segundo relatórios enviados ao STF no fim do mês passado, ele não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia e ainda apresenta "importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica".

Estadão
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