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Ministério retira postagem "polêmica" sobre discurso de ódio

Determinação foi do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para evitar "qualquer tipo de polêmica"

15 mar 2015
17h30
atualizado às 20h39
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a imediata retirada de uma postagem nas redes sociais do Ministério que criticavam o discurso de ódio. Enquanto 1 milhão de pessoas faziam protesto contra a presidente Dilma Rousseff, a página publicou uma arte que dizia: "Discurso de ódio fere a democracia e não gera mudanças".

<p>Imagem foi publicada no Facebook do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a</p>
Imagem foi publicada no Facebook do Ministério da Justiça
Foto: Facebook/JusticaGovBr / Reprodução

Em entrevista coletiva, Cardozo disse ser contra qualquer discurso de ódio, mas achou melhor determinar a retirada da mensagem. O ministério foi criticado por usar um espaço institucional para supostamente defender a presidente Dilma Rousseff e enxergar discurso de ódio em críticas ao governo.

"Sou contra qualquer discurso de ódio, mas, para evitar qualquer tipo de polêmica, ao ser cientificado que esse texto, uma analise contra o discurso de ódio estava no Facebook do ministério, eu mandei retirá-lo de imediato", disse o ministro.

No Twitter, o Ministério da Justiça, pasta comandada por José Eduardo Cardozo, dizia que o discurso de ódio “é diferente de liberdade de expressão”. No Facebook, o governo desenvolvia sua opinião.

“O discurso do ódio é usado para insultar, perseguir e justificar a privação dos direitos humanos. Já liberdade de expressão, é o direito de todos se manifestarem, mas não deve afrontar o direito alheio, como a honra e a dignidade de uma pessoa ou determinado grupo”, afirmava o texto, acompanhado da hashtag #MenosÓdioMaisDemocracia.

Cardozo é um dos ministros que ficou em Brasília para acompanhar as manifestações. Apesar de o governo defender o direito de manifestação, petistas têm criticado palavras de ordem contra palavras de ordem contra a presidente. A assessoria do ministério não soube informar se a arte foi aprovada pelo ministro.

Fonte: Terra
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