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Milei faz publicações em série em apoio a Flávio Bolsonaro contra Lula

4 out 2026 - 18h29
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Resumo
O presidente argentino Javier Milei fez diversas publicações em apoio ao senador Flávio Bolsonaro e contra Luiz Inácio Lula da Silva durante a votação no Brasil. Antagonista ideológico de Lula, Milei compartilhou fotos de apoio aos Bolsonaro e atacou o petista, aprofundando o desgaste diplomático entre os dois países. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que o líder argentino pode ser um dos únicos da região a contestar uma eventual reeleição de Lula.

O presidente da Argentina, Javier Milei, antagonista ideológico do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a fazer publicações em série neste domingo, 4, defendendo uma vitória do aliado e candidato de oposição no Brasil, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Milei publicou no dia da votação brasileira mensagens chamando o aliado do PL de "fenômeno" e republicou fotos de Jair Bolsonaro e a mensagem: "Que as forças do céu estejam com vocês".

"Por ele hoje", diz uma das publicações com Milei ao lado de Flávio e uma montagem com Jair Bolsonaro, ex-presidente preso e condenado por tentativa de golpe de Estado.

Ele também publicou uma foto de Lula detido e fichado pelo DOPS, a polícia política do regime militar.

Ao chegar para votar, no Rio, Flávio disse a uma TV argentina: "Viva la Libertad, Carajo", bordão político de Milei.

O presidente argentino já havia expressado desejo de mudança no poder no Brasil e de derrota de Lula, a quem chamou de "corrupto, ladrão e comunista", reiteradas vezes. Ele compareceu pessoalmente a atos da campanha de Flávio Bolsonaro e atacou Lula, ato que abriu uma crise e levou ao rebaixamento das relações diplomáticas entre os países, como reação do Itamaraty.

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que Milei deve ser um dos únicos presidentes da região a se insurgir contra o resultado, caso Lula se reeleja.

Eles veem como ainda incerta o comportamento de Aberlado de La Espriella, da Colômbia.

Os demais presidentes de direita de países vizinhos, porém, devem reconhecer o resultado, segundo preveem interlocutores de Lula.

Estadão
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