Mídia internacional destaca polarização entre Lula e Flávio e influência de Trump na eleição
Votação do primeiro turno acontece até às 17 horas deste domingo, 4
A imprensa internacional destaca a acirrada disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, enfatizando a polarização e a forte influência de Donald Trump no pleito. Jornais como The Wall Street Journal e El País apontam Lula como um líder desgastado sem sucessor evidente, enquanto agências como a AP ressaltam o alinhamento de Flávio com o governo americano. O The Guardian avalia a eleição como um confronto de alto risco, capaz de redefinir os rumos políticos de toda a América Latina.
A imprensa internacional repercute as eleições presidenciais brasileiras, destacando o embate polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto pelo PL.
O The Wall Street Journal, dos EUA, descreve Lula como "a última esperança" da esquerda brasileira e, ao mesmo tempo, seu maior problema. O jornal afirma que o ex-líder sindical busca um quarto mandato e sustenta que a dominância de Lula sobre o campo progressista, embora tenha sido o maior trunfo do PT, expõe a falta de um sucessor claro e de um plano alternativo caso ele perca.
A Associated Press ressalta que Flávio Bolsonaro tem apostado em sua aliança ideológica com o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto Lula critica Washington e fala sobre riscos de intervenção americana na eleição após medidas como tarifas, revogação de visto de embaixadora e sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A agência também destaca que Flávio defende avanço em acordos com o governo Trump, inclusive envolvendo a economia de minerais raros.
Já o espanhol El País aponta que a disputa é o terceiro duelo eleitoral consecutivo entre a esquerda democrática representada por Lula e a extrema direita dos Bolsonaro. O jornal descreve o confronto como um mano a mano entre um "estadista desgastado" que busca um quarto mandato e o "herdeiro político" de um movimento ultra, em um ambiente de apatia e com pesquisas apontando empate, com poucos indecisos e a possibilidade, ainda que improvável, de definição já na noite de domingo. O diário também menciona a "longa sombra" dos EUA de Trump sobre o cenário.
O britânico The Guardian afirma que a eleição, de "alto risco", pode mudar não apenas a direção do maior país da América Latina, mas também a da região. O diário ressalta que Lula tem se colocado como um dos últimos líderes regionais dispostos a dizer "não" a Trump e acusa o presidente americano de tentar interferir a favor de Bolsonaro, enquanto Flávio promete aderir à coalizão antidrogas liderada pelos EUA.
Nesta semana, Trump, afirmou que o Brasil é "um país muito importante" e classificou a eleição como "muito importante". "Estou acompanhando muito de perto as eleições brasileiras. O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse, na ocasião.
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