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Política

Michelle Bolsonaro diz viver uma 'humilhação' e reproduz áudio de Bolsonaro em ato por anistia

Em prisão domiciliar, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou de fora do ato na Avenida Paulista

7 set 2025 - 17h32
(atualizado às 19h56)
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 7, durante ato na Avenida Paulista em defesa da anistia aos envolvidos no golpe de 8 de janeiro, estar "vivendo uma humilhação" e criticou as medidas determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para que a residência da família seja vigiada pela Polícia Penal do Distrito Federal.

"Quem era para estar aqui era o meu marido, que hoje está amordaçado dentro de casa, com uma tornozeleira, não foi julgado e está preso. Com policiais toda hora olhando os muros dos vizinhos para ver se tem possibilidade de pular. Um homem com 70 anos, com sequelas de uma facada, que recentemente passou por uma cirurgia de 12 horas. Como um homem desse vai pular um muro?", questionou.

"Ver vocês aqui hoje é um afago na minha alma. Não tem como não lembrar de setembro de 2022, quando mais de 1 milhão de pessoas estavam em Brasília para ouvir Bolsonaro falar. E hoje ele não pode falar. Ele gostaria muito de estar aqui com vocês ou até mesmo de poder entrar por videochamada, porque as nossas liberdades estão cerceadas. A liberdade dele de expressão, de locomoção foi violada", criticou.

Ao finalizar sua fala, Michelle reproduziu um áudio antigo de Bolsonaro que, segundo a ex-primeira-dama, está disponível na internet. "Deus, pátria, família e liberdade", afirma Bolsonaro na gravação.

Antes do ato, a ex-primeira-dama se encontrou com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), no Palácio dos Bandeirantes. Tarcísio e Michelle são apontados como possíveis sucessores de Jair Bolsonaro — que está inelegível — na eleição presidencial de 2026.

Nos bastidores, aliados defendem a candidatura de Tarcísio e veem com simpatia a formação de uma chapa com Michelle como vice, ressaltando seu apelo entre o eleitorado evangélico e o fato de ser mulher.

Com Bolsonaro em prisão domiciliar, a ex-primeira-dama Michelle tem intensificado articulações nos Estados do nordeste e deve dividir o protagonismo político com Valdemar da Costa Neto.

Estadão
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