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Política

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Michelle Bolsonaro diz que foi humilhada por Flávio Bolsonaro: 'Uma punhalada'; veja vídeo

'Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone', afirmou

24 jun 2026 - 19h53
(atualizado às 20h51)
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro transformou um possível apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em acerto de contas. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 24, a presidente nacional do PL Mulher relatou que o enteado a humilhou por telefone.

"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", afirmou Michelle.

O conflito público entre a ex-primeira-dama e o enteado começou em dezembro do ano passado, quando Michelle criticou publicamente a decisão do diretório cearense do PL de apoiar candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado.

Ela disse não aceitar aliança com "um homem que é contra o maior líder da direita".

Flávio reagiu nas redes sociais acusando a madrasta de atropelar a vontade do pai. Eduardo Bolsonaro também se manifestou, classificando o posicionamento de Michelle como "injusto e desrespeitoso" com Fernandes. Segundo Michelle, ao tentar ligar para Flávio após as postagens, ele não atendeu. Quando retornou a ligação, horas depois, foi "muito ríspido".

"Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", relatou Michelle no vídeo, falando em "uma punhalada". Segundo ela, desde esse dia Flávio não voltou a procurá-la. "Estou respeitando o que ele falou e é só isso", disse.

"Se considerasse necessário, o meu apoio já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida", afirmou em declaração que contradiz sua última fala em relação a Flávio Bolsonaro. Ela havia dito que apoiaria o enteado "no momento certo".

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Novas críticas

No vídeo desta quarta-feira, Michelle voltou a rejeitar a aliança e enumerou declarações de Ciro contra o marido e os enteados. Segundo ela, o ex-governador teria chamado os filhos de Bolsonaro de "ovos de serpentes" e de corruptos, chamado o ex-presidente de "ladrão de galinhas", de "burro" e de "jumento". Michelle afirmou ainda que Ciro foi "o principal responsável pelo processo que levou à inelegibilidade" do marido.

"É para se unir a esse homem que o PL do Ceará está abandonando um candidato legítimo da direita?", questionou.

Michelle citou ainda declaração recente de Ciro à revista Veja em que o ex-governador teria dito que Bolsonaro e Lula "são iguais". Para ela, a afirmação é prova de que o cearense não é confiável. "É só uma questão de tempo para ele se voltar contra a direita", afirmou.

Michelle negou que o acerto de contas tenha motivação eleitoral própria. Segundo ela, fontes que vazaram informações à imprensa teriam espalhado que ela estaria com raiva por querer ser candidata. "Esses fofoqueiros vazadores não têm convívio comigo. Não me conhecem direito e não sabem o que eu penso", disse. A ex-primeira-dama afirmou que sua prioridade no momento é cuidar do marido Jair Bolsonaro. "Meu futuro político está nas mãos de Deus", declarou.

Estadão
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