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Marinho rebate Flávio Bolsonaro e diz que aceita acareação

Em postagem nas redes sociais, o empresário também disse manter seus depoimentos anteriores

20 jul 2020 23h50
| atualizado em 21/7/2020 às 07h30
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O empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 20, que está disposto a participar de uma acareação com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no inquérito que investiga denúncia de vazamento da Operação Furna da Onça. Suplente de Flávio no Senado e atualmente seu ex-aliado, Marinho também rebateu depoimento dado pelo parlamentar ao Ministério Público Federal (MPF).

Paulo Marinho (esq) posa ao lado de Bolsonaro durante as eleições de 2018
Paulo Marinho (esq) posa ao lado de Bolsonaro durante as eleições de 2018
Foto: Reprodução/Instagram

"Estou à disposição do MPF para a acareação com o senador - é só marcar data, hora e local que lá estarei", escreveu Marinho no Twitter.

O empresário também disse manter seus depoimentos anteriores, e questionou as declarações de Flávio desta segunda: " Reafirmo tudo que relatei nos meus três depoimentos. Já o senador assumiu que esteve na minha casa na reunião do dia 13/12/18, mas não soube de nada. Francamente, senador!"

Flávio prestou depoimento nesta segunda em investigação aberta para apurar declarações - feitas por Marinho - de que ele, Flávio, teria sido previamente avisado da Operação Furna da Onça, que revelou movimentações financeiras atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e o arrastou para o centro de uma investigação criminal sobre desvios de salários de funcionários na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

No depoimento, o senador negou ter recebido informações privilegiadas sobre a operação. Posteriormente, ele também declarou que Marinho estaria em busca de holofote político.

"Parece que ele está mais interessado na minha vaga ao Senado do que em tomar conta da própria vida", declarou Flávio, ao lembrar que o empresário é pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB. "Tem gente que quer se aproveitar da máquina pública para se promover, mas para cima de mim, não. As pessoas têm de entender que, para construir a sua vida política, tem de ser pelos próprios méritos, e não querendo tacar pedra nos outros".

Estadão
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