Malafaia e Paulo Figueiredo trocam farpas após pastor defender Tarcísio à Presidência
Troca de ataques ocorreu em rede social, depois de Malafaia afirmar que o governador de São Paulo tem mais condições de liderar a direita nas eleições deste ano
O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo trocaram críticas nesta quinta-feira, 22, no X, após o líder religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que Tarcísio deve ser o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Na avaliação do pastor, a candidatura de Flávio Bolsonaro "não empolgou a direita". Segundo ele, derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exige a formação de uma frente que reúna centro e direita - articulação que, em sua leitura, Tarcísio teria mais capacidade de liderar.
A troca de críticas teve início depois que Figueiredo publicou em seu perfil no X considerar "triste" que Malafaia tenha apostado no "cavalo errado", em referência ao apoio ao governador paulista.
Triste ver o pastor neste estado. Brigando com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado. Ainda assim, tenho certeza de que ele quer o melhor para o Brasil. Até que para quem já apoiou entusiasmadamente Lula, apoiar Tarcisio é uma evolução. https://t.co/p0AqPZ1sFX
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) January 21, 2026
Na sequência, Malafaia recorreu ao X para rebater. Classificou o influenciador como "frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias" e ironizou que "fácil é ficar nos EUA atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e aqueles que pensam diferente".
PAULO FIQUEIREDO ! Triste é ver você usar expediente para me denegrir usando fato de 24 anos atrás , quando apoiei Lula , não existia nenhuma acusação de corrupção contra ele , não tínhamos candidato da direita só esquerda e centro esquerda. Fácil é ficar aí nos EUA atacando…
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) January 22, 2026
Em seguida, Figueiredo reagiu com ironia. Disse que Malafaia teria ficado "doído com a primeira verdade que ouviu" e acrescentou que "pitis" desse tipo não o afetam.
Ui ui ui ficou doído assim com a primeira verdade que ouviu? Galvão, sentiu! Vá acostumando, esse piti afetado tem zero efeito em mim. Sua opinião sobre mim é, aliás, irrelevante porque eu não preciso de você para nada. É verdade: você apoiou o Lula e outros... Tarcisio é lucro -… https://t.co/WmSarQ109X
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) January 22, 2026
Malafaia voltou a reagir e desafiou Figueiredo para um debate. Na sequência, citou o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo, ao afirmar que ele foi ministro nos governos Emílio Garrastazu Médici - a quem o pastor classificou como "o maior torturador de todos" - e Ernesto Geisel, que, segundo Malafaia, não "suportava opiniões contrárias".
PAULO FIQUEIREDO . SÓ MAIS ESSA ! Quer debater comigo ? Amo a liberdade de opinião e debater com contrários . ISSO É DEMOCRACIA ! Escolhe um jornalista neutro , pode ser o Cláudio Dantas ou outro . Marca dia e horário que nossas agendas sejam possíveis . VAI CORRER ? Ou você…
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) January 22, 2026
Paulo Figueiredo respondeu afirmando que aceitava o debate e ironizou o pastor ao dizer que Malafaia confundiu seu avô, o ex-presidente João Figueiredo, com seu pai, que, segundo o influenciador, era civil.
O piti histérico continua! Mas vamos fazer sim! Vai dar boa audiência! Vamos fazer quando eu voltar do oriente médio? Mas qual será o tema, uma vez que o seu candidato do coração já disse que apoia o meu e que será candidato à reeleição em SP? Enquanto isso, deixa eu começar te… https://t.co/DhZSUFgcBm
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) January 22, 2026
O confronto entre o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é o segundo envolvendo aliados do bolsonarismo nas últimas semanas. Antes, Malafaia havia atacado a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por divulgar nomes de pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).