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Política

Maggi: diretor do Dnit não será 'homem bomba' em depoimento

11 jul 2011 - 18h05
(atualizado às 21h00)
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Laryssa Borges
Direto de Brasília

O esperado depoimento do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, nesta terça-feira, no Senado, não deverá dar novo fôlego às denúncias de favorecimento a empreiteiras, superfaturamento em obras e cobrança de comissões no Ministério dos Transportes. De acordo com o padrinho político de Pagot, o senador Blairo Maggi (PR-MT), ele não será um "homem bomba" diante dos parlamentares e tampouco "apontará o dedo" contra pessoas supostamente envolvidas no esquema que culminou com a queda do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR).

"Não é homem bomba, não tem nada disso. Espero que a conversa esclareça o que está sendo dito sobre superfaturamento em obras", disse Maggi, que reiterou que o apadrinhado apenas "cumpria ordens". "No caso específico do Dnit, cumprir ordens é porque não é um órgão que formula políticas. É um órgão executor, ele apenas executa as deliberações que são feitas no Ministério dos Transportes das obras e como elas devem ser realizadas. As obras são públicas, as demandas são públicas", afirmou.

Luiz Antonio Pagot prestará depoimento a partir das 9h em uma audiência pública conjunta em comissões do Senado. Ele, que deve ser exonerado do cargo quando retornar das férias, é suspeito de participar de um esquema de pagamento de propinas em contratos da área de transportes e beneficiar o seu partido, o PR.

Ideli descarta preocupação com depoimento

<p>No dia 15 de março, a presidente Dilma Rousseff fez sua primeira substituição na Esplanada dos Ministérios em 2013, trocando o pedetista Brizola Neto (dir.) pelo secretário-geral da legenda, Manoel Dias (SC), no comando do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ele já havia sido cotado para comandar o MTE quando Carlos Lupi caiu por denúncias de corrupção. Dias é um pedetista histórico e ajudou a fundar o partido em 1980 ao lado de Leonel Brizola e de Dilma Rousseff</p>
No dia 15 de março, a presidente Dilma Rousseff fez sua primeira substituição na Esplanada dos Ministérios em 2013, trocando o pedetista Brizola Neto (dir.) pelo secretário-geral da legenda, Manoel Dias (SC), no comando do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ele já havia sido cotado para comandar o MTE quando Carlos Lupi caiu por denúncias de corrupção. Dias é um pedetista histórico e ajudou a fundar o partido em 1980 ao lado de Leonel Brizola e de Dilma Rousseff
Foto: Arte / Terra

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta segunda-feira que o Executivo não está preocupado com o depoimento de Pagot. "Medo de quê? O Pagot cumpria suas responsabilidades e irá falar de acordo com sua consciência e, então, para nós não há qualquer tipo de preocupação", disse ela.

Na avaliação de Ideli, não há risco de o diretor-geral do Dnit envolver outros membros do governo nas denúncias. A ministra defendeu a atuação do ministro do Planejamento no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo, que hoje ocupa a pasta das Comunicações, em relação aos contratos de obras acertadas pelo Dnit: "o Planejamento define as grandes diretrizes de Orçamento, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e nunca entra no detalhe do que cada ministério vai executar em termos de obra".

A queda do ministro dos Transportes

Uma reportagem da revista Veja do início de julho afirmou que integrantes do Partido da República teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras dentro do Ministério dos Transportes. O negócio renderia à sigla até 5% do valor dos contratos firmados pelo ministério sob a gestão da Valec (estatal do setor ferroviário) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O esquema seria comandado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto. Mesmo sem cargo na estrutura federal, ele lideraria reuniões com empreiteiros e consultorias que participavam de licitações do governo no ramo. Pelo menos dois assessores diretos do então ministro, Alfredo Nascimento (PR), foram afastados dos cargos. Também deixaram suas funções o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves.

O PR emitiu nota negando a participação no suposto esquema e prometendo ingressar com uma medida judicial contra a revista. Nascimento, que também negou as denúncias de conivência com as irregularidades, abriu uma sindicância interna no ministério e pediu que a Controladoria-Geral da República (CGU) fizesse uma auditoria nos contratos em questão. Assim, a CGU iniciou "um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias".

Apesar do apoio inicial da presidente Dilma Rousseff, que lhe garantiu o cargo desde que ele desse explicações, a pressão sobre Nascimento aumentou após novas denúncias: o Ministério Público investigava o crescimento patrimonial de 86.500% em seis anos do filho do ministro, Gustavo. Diante de mais acusações e da ameaça de instalação de uma CPI, o ministro não resistiu e encaminhou, no dia 6 de julho, seu pedido de demissão à presidente.

Com informações da Reuters.

Fonte: Terra
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