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Política

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Lula: 'Vocês acham que quero brigar com China e EUA? Não sou louco'

Presidente disse que prefere derrotar esses países investindo em pesquisas

28 jul 2026 - 21h51
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não é "louco" para brigar com os Estados Unidos e a China. O presidente enfrenta problemas comerciais com os EUA que sobretaxaram produtos brasileiros.

"Eu não tenho os aviões, os tanques, as bombas e o dinheiro que eles têm, nem o conhecimento científico e tecnológico que eles têm. E ao invés de ficar brigando, eu quero derrotá-los estudando, investindo e pesquisando mais do que eles", disse nesta terça-feira, 28, na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ).

O presidente Lula em visita a um hospital no Rio de Janeiro
O presidente Lula em visita a um hospital no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Lula também disse que não fará promessas em sua campanha para a reeleição. "Eu sou presidente da República, não posso fazer promessas em uma campanha. Se vocês tiverem que votar, votem pelo que eu fiz, e não pelo que eu vou fazer. Porque o que eu fiz é certeza, o que eu vou fazer, não é. A certeza é uma relação de confiança", declarou.

No mesmo evento, o petista disse que o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, "pode fazer, no cargo de governador provisório, aquilo que nenhum eleito será capaz de fazer".

"É o milagre da política, é o improvável acontecer na vida da gente. Muitos governadores eleitos jamais teriam coragem de vir numa SBPC. E muitos candidatos a presidentes e a governadores também não terão coragem de vir", disse Lula a Couto.

O desembargador assumiu o governo do Rio após o esvaziamento da linha sucessória do cargo no Estado. O ex-governador Cláudio Castro renunciou às vésperas da sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o vice-governador deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); e o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) foi afastado por decisões judiciais.

Estadão
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