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Política

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Lula desafia Marco Rubio a montar comitê eleitoral para Flávio no Brasil: 'Vamos derrotar todos'

Declaração se deu durante evento do PDT para anunciar o apoio da sigla à reeleição do petista

20 jul 2026 - 20h15
(atualizado às 21h06)
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou nesta segunda-feira, 20, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, a vir ao Brasil apoiar Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. A declaração do petista se deu durante evento do PDT para anunciar o apoio da sigla à reeleição do presidente. A sigla foi a primeira a confirmar a aliança com Lula durante convenção nacional em Brasília.

"Eu estou convidando quem quiser do mundo para vir ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha. Que monte o comitê. Pois a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia no Brasil", disse Lula.

Lula e Rubio têm trocado farpas em meio a aplicação de tarifas norte-americanas ao Brasil e à imposição da classificação como grupo terrorista do PCC e do CV pelo governo americano.

Após o último tarifaço de 25%, Rubio afirmou nas redes sociais que o presidente brasileiro "priorizou o próprio ego" e não "negociou de boa fé". Rubio também já disse que o Brasil é uma "exceção" em uma América Latina cheia de aliados do governo americano.

Em junho, Lula afirmou que o secretário norte-americano é um "latino-americano frustrado" que não gosta do Brasil.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Segundo reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times no último dia 11, Rubio tem atuado como governante de facto da Venezuela desde janeiro, quando os Estados Unidos capturaram o ditador do país, Nicolás Maduro, em uma operação.

Rubio mantém contato próximo com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e efetivamente controlaria as finanças, a distribuição de recursos naturais e o governo do país latino-americano.

Estadão
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