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Lideranças da Câmara pedem à PGR investigação de Weintraub

26 mai 2020
20h31
atualizado às 20h36
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Lideranças de sete partidos na Câmara pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre suposto crime de responsabilidade cometido por ele durante reunião ministerial do dia 22 de abril.

Abraham Weintraub, ministro da Educação
Abraham Weintraub, ministro da Educação
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Deputados do Cidadania, PCdoB, PT, PSOL, Rede, PDT, PSB, além dos líderes da Minoria e da Oposição assinaram um pedido que foi protocolado na tarde desta terça-feira, 26, na PGR.

"Estamos pedindo aos procuradores que investiguem os fatos e adotem as medidas cabíveis para fazer cessar os ataques perpetrados pelo representado contra a democracia e contra a suprema corte", disse Arnaldo Jardim (SP), líder do Cidadania.

Na representação, os parlamentares alegam que no vídeo da reunião, Weintraub e os demais participantes mantiveram postura incompatível com os respectivos cargos públicos que ocupam.

No encontro do Palácio do Planalto, Weintraub defendeu a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O vídeo da reunião foi divulgado na sexta-feira, 22, como parte do inquérito que apura se houve interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

"Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF", afirmou Weintraub na reunião do dia 22 de abril. O ministro chegou a comparar Brasília a um "cancro de corrupção, de privilégio", reclamou de só levar "bordoada" e, ainda por cima, ser alvo de processo na Comissão de Ética da Presidência.

Os parlamentares contextualizam outras ações do ministro, como a determinação de que professores, servidores, funcionários, alunos ou pais e responsáveis fossem denunciados, caso divulgassem ou estimulassem protestos durante o horário escolar.

Outro episódio relatado na ação foi uma entrevista de Weintraub ao Estadão/Broadcast, quando o ministro anunciou cortes orçamentários em desfavor de três universidades federais (Universidade de Brasília, Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal da Bahia) por estarem "fazendo balbúrdia". Para Weintraub, as instituições de ensino superior estariam "com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo".

Ontem, o Senado aprovou a convocação de Weintraub. O chefe da pasta será obrigado a comparecer na Casa, em uma data ainda a ser definida, para prestar explicações aos parlamentares sobre suas falas em reunião ministerial do dia 22 de abril.

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