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Política

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Líder do PP no Senado, Tereza Cristina defende investigações após Ciro Nogueira ser alvo da PF

O PP tende a apoiar a candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL)

7 mai 2026 - 17h33
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A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), defendeu que sejam investigadas as suspeitas de pagamentos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o presidente do partido, Ciro Nogueira (PI). A senadora afirmou, no entanto, não ter lido os documentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 7, e afirmou ser necessário dar a Ciro o espaço para uma ampla defesa.

"Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também ter que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações", declarou Tereza Cristina a jornalistas.

Perguntada se as investigações podem impactar as eleições de 2026, a senadora fez um gesto com as mãos de não saber.
Perguntada se as investigações podem impactar as eleições de 2026, a senadora fez um gesto com as mãos de não saber.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado / Estadão

Perguntada se as investigações podem impactar as eleições de 2026, a senadora fez um gesto com as mãos de não saber. O PP é um dos partidos que tendem a apoiar a candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ciro foi um dos alvos da ação de busca e apreensão da Polícia Federal, dentro da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do banco Master. Segundo a investigação, o senador "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar" em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirma que o senador recebia uma mesada de R$ 300 mil do banqueiro. Segundo a investigação, "há relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil".

Os investigadores também apontam que Vorcaro teria disponibilizado gratuitamente ao senador, por tempo indeterminado, um imóvel de alto padrão, além de custear hospedagens, deslocamentos e outras despesas ligadas a viagens internacionais de luxo.

Entre os gastos mencionados, estão estadias no Park Hyatt New York, restaurantes de alto padrão e despesas atribuídas ao parlamentar e à sua acompanhante. A investigação cita ainda a disponibilização de um cartão para cobertura de gastos pessoais.

Como revelou o Estadão, a PF encontrou no celular do banqueiro diálogos com o senador e ordens de pagamento destinadas a uma pessoa identificada apenas como "Ciro". Na ocasião, o parlamentar afirmou conhecer Vorcaro, mas negou proximidade e recebimento de pagamentos.

"A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade", esclarece a PF.

O senador nega as irregularidades. Em nota, a defesa "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar."

"Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", escreve a defesa em nota.

Estadão
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