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Política

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Líder de Lula apresenta recurso ao STF pedindo anulação de operação da PF contra ele

Senador Jaques Wagner nega que tenha atuado em defesa do Banco Master, de Daniel Vorcaro e que notas dólar e euro apreendidos 'têm origem lícita'

22 jun 2026 - 18h04
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BRASÍLIA - O líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner (PT-BA), apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 22, recurso para tentar anular a decisão que permitiu operação de busca e apreensão em suas moradias.

A defesa do senador sustenta que houve "erros graves" e que Wagner não atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Wagner é líder do governo Lula no Senado.
Wagner é líder do governo Lula no Senado.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Estadão

"O senador se posicionou contra a 'Emenda Master', apresentada por outro parlamentar", disse nota enviada pelo gabinete do senador, que também criticou a apreensão de dinheiro em espécie encontrado em endereços de Wagner.

"Em relação aos valores em espécie encontrados, a defesa aponta que todos têm origem lícita e comprovada: parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular."

Como mostrou o Estadão, o valor recebido por Wagner em diárias não coincide com o numerário apreendido pela Polícia Federal esta semana.

Nesta última quinta-feira, 18, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner como principal alvo.

A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Mastere o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.

Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

A PF também investiga se Jaques Wagner usou a atuação parlamentar para defender pautas de interesse do Banco Master no Congresso. Segundo os investigadores, o senador teria tratado diretamente com o ex-sócio da instituição, Augusto Ferreira Lima, de propostas que poderiam beneficiar o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Estadão
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