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Italianos fazem novo apelo contra extradição de Pizzolato

Extradição do ex-diretor do BB deve ocorrer nesta quinta-feira

21 out 2015
16h24
atualizado às 16h24
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Os senadores italianos Luigi Manconi e Cecilia Guerra, que lideram um movimento contra a extradição de Henrique Pizzolato, voltaram a dizer que a prisão da Papuda, no Distrito Federal, não oferece garantias quanto à segurança do condenado no processo do mensalão.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Condenado a 12 anos e sete meses de cadeia, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil deve ser entregue nesta quinta-feira (22) por Roma e embarcar para São Paulo no mesmo dia. Em seguida, ele será transferido para a penitenciária.

"Daqui a 24 horas, é possível que o nosso conterrâneo seja empacotado e extraditado para o Brasil. Mas, entre o Brasil e a Itália, está em vias de definição um tratado, já subscrito pelo nosso país, que permitiria a Pizzolato descontar sua pena aqui. Essa possibilidade está sendo ignorada pelo nosso governo", diz uma nota assinada pelos parlamentares, que pertencem ao mesmo partido do primeiro-ministro Matteo Renzi.

Eles ainda lembraram da tentativa de fuga descoberta recentemente na Papuda, ocorrida durante uma greve de agentes penitenciários. As autoridades descobriram um túnel de quatro metros de extensão e isolaram 50 detentos. "Essa prisão não é capaz de garantir a Pizzolato o pleno respeito a todos os seus direitos e a total proteção da sua incolumidade", acrescenta o comunicado.

PF confirma chegada de Pizzolato na sexta

A Polícia Federal (PF) confirmou hoje que Henrique Pizzolato deve chegar a Brasília nesta sexta-feira (23) e será levado para a Superintendência da corporação. Ele será escoltado da Itália por três policiais federais e uma médica para cumprir na capital federal a pena determinada no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

* Com informações da Agência Brasil

 

Fonte: Ansa
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