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Política

Janja faz o L, militares dão as mãos e Lula posa com mulheres em seu primeiro 7 de Setembro

Em primeira aparição pública após demissão de Ana Moser, presidente resgata protocolos no desfile do Dia da Independência, marcado por atos políticos de Bolsonaro nos últimos anos

7 set 2023 - 18h36
(atualizado às 22h02)
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BRASÍLIA — Em busca de romper resistências entre os militares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cerimônia de Independência do Brasil nesta quinta-feira, 7, para tirar fotos com os comandantes do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno. Durante o ato, ele chamou os oficiais para posar para foto ao seu lado e do ministro da Defesa, José Múcio. Um dia depois de demitir Ana Moser do Ministério dos Esportes, o petista também fez pose ao lado de mulheres que ocupam cargos no primeiro escalão de seu governo. A celebração ainda teve a primeira-dama Janja usando vermelho e fazendo o L enquanto desfilava ao lado do marido no Rolls Royce da presidência.

Diferente do roteiro dos últimos três anos, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro transformou a data num grande evento político para os seus seguidores, o 7 de Setembro voltou aos procedimentos protocolares. Cerca de 50 mil pessoas estiveram na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativa da Polícia Federal, para acompanhar um desfile pensado para aproximar Lula dos militares.

Outros ministros também apareceram. O destaque, entre eles, Márcio França, deslocado de Portos e Aeroportos para uma nova pasta para acomodar Silvio Costa Filho na Esplanada. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, também marcaram presença.

Uma vaga no STF será aberta neste ano com a aposentadoria de Rosa, o que gerou uma campanha pressionando para que Lula indique uma mulher e negra para ocupar o posto — algo que o presidente, no momento, não parece estar disposto.

Ausência de Lira abre brecha para provocação de bolsonarista

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) foi uma ausência. O segundo-vice-presidente da Casa, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) aproveitou para provocar. "Nem Arthur, nem o primeiro vice Marcos Pereira e nem eu estávamos no palanque presidencial. A Câmara não foi representada em Brasília", disse.

Bolsonaro usou as redes sociais neste 7 de Setembro para lembrar como foi a festividade com ele no ano passado, que se tornou um evento político quando faltava pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição presidencial e novamente voltou a relembrar os cinco anos do atentado a faca sofrido por ele, no dia 6 de setembro de 2018. /WESLLEY GALZO, GABRIEL DE SOUSA, CAIO SPECHOTO, SOFIA AGUIAR, LORENNA RODRIGUES, VERA ROSA E LEVY TELES

Estadão
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