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Política

Influencer que foi preso por ameaça a ministros pede ao STF para ir ao cirurgião plástico

Ivan Rejane Fonte Boa Pinto está em liberdade provisória, com tornozeleira eletrônica, por divulgar vídeos com ameaças ao presidente Lula

28 fev 2024 - 22h35
(atualizado em 29/2/2024 às 08h07)
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Influencer precisa de autorização para deixar cidade
Influencer precisa de autorização para deixar cidade
Foto: Reprodução/Youtube

Em liberdade provisória, com tornozeleira eletrônica, por divulgar vídeos com ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o influenciador bolsonarista Ivan Rejane Fonte Boa Pinto pediu autorização da Corte para viajar de Esmeraldas a Belo Horizonte. As cidades em Minas são separadas por cerca de 60 quilômetros.

A autorização é necessária porque uma das condições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para colocá-lo em liberdade provisória foi a de que ele não poderia se ausentar da cidade onde mora nem ficar fora de casa no período noturno. Se alguma medida cautelar for violada, a prisão pode ser decretada novamente.

A defesa justificou que o influenciador tem consulta médica marcada no dia 12 de março e que só deve voltar após às 18h. O atendimento é com um cirurgião plástico em uma clínica especializada na capital mineira.

O Estadão entrou em contato com o advogado Tarcísio Maciel, que representa o influenciador, para questionar se a consulta é por necessidade médica ou para procedimento estético. Ele não respondeu à reportagem até a publicação deste texto.

Em um dos vídeos publicados nas redes, Pinto prometeu "invadir" e "destituir" o STF e "pendurar os ministros de cabeça pra baixo". Ele também afirmou que iria "caçar" os ministros, o presidente Lula, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ). As publicações são anteriores ao 8 de Janeiro.

O influenciador também era administrador de um grupo no Telegram, chamado Caçadores de ratos do STF, o que levou ao seu indiciamento por associação criminosa. A Polícia Federal tentou identificar outros participantes, mas esbarrou na política de privacidade do aplicativo de mensagens e não conseguiu levantar a lista completa dos membros.

Estadão
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