Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Haddad confirma França como vice em SP; Marina e Tebet vão disputar o Senado

Pré-candidato do PT anunciou a escolha após conversa com Lula na véspera que confirmou articulações

25 jun 2026 - 12h57
(atualizado às 14h01)
Compartilhar
Exibir comentários

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quinta-feira, 25, o ex-governador Márcio França (PSB) como vice em sua chapa na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e oficializou que Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão vagas ao Senado pelo Estado. O comunicado foi feito em entrevista coletiva na capital paulista.

"Por várias razões e, sobretudo, pela experiência no governo do Estado, como vice-governador, secretário de duas pastas importantes no governo Alckmin, depois, governador São Paulo, que concorreu à reeleição e teve um desempenho extraordinário, quase 50% dos votos. Eu, hoje pela manhã, falei com o nosso companheiro Márcio França e convidei, então, para figurar na condição de vice-governador na chapa", disse Haddad ao confirmar o nome.

Como o Estadão antecipou, a formação da chapa com França na vice e a definição de Marina e Tebet para o Senado era a preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a escolha de França, agora o presidente tenta resolver o palanque em Minas Gerais, onde tenta convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos a concorrer.

Em São Paulo, Tebet e Marina vão disputar as duas vagas ao Senado. França, por sua vez, resistiu inicialmente à composição como vice e defendia lançar candidatura própria ao governo paulista. O argumento era de que, com a saída de nomes como Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) da disputa, a centro-esquerda precisaria de mais um candidato para tentar forçar um segundo turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera as pesquisas.

Fernando Haddad anuncia Márcio França como candidato a vice em São Paulo
Fernando Haddad anuncia Márcio França como candidato a vice em São Paulo
Foto: Hugo Henud/Estadão / Estadão

A negociação para que França aceitasse a vice envolveu diretamente o vice-presidente Geraldo Alckmin, que atuou para viabilizar a aliança com Haddad. Antes de fechar com o ex-governador, o petista tentou compor a chapa com uma mulher na vice, preferencialmente de perfil mais ao centro, mas não conseguiu viabilizar a estratégia.

O nome de Simone Tebet chegou a ser cogitado para a vice, mas prevaleceu a avaliação de que ela tem mais chances de eleição ao Senado e não deveria abrir mão de uma disputa considerada mais segura. O mesmo diagnóstico foi aplicado a Marina Silva.

Márcio França, ao lado de Fernando Haddad e Marina Silva
Márcio França, ao lado de Fernando Haddad e Marina Silva
Foto: Hugo Henud/Estadão / Estadão

Na sequência, Haddad voltou a criticar o governador Tarcísio de Freitas ao afirmar que suas críticas em 2022 não se deram pelo fato de o atual chefe do Executivo paulista ser natural do Rio de Janeiro, mas sim por sua relação com o Estado. O petista disse que o adversário não tem trajetória política construída em São Paulo e classificou sua candidatura como "artificial", ao lembrar que ele foi incentivado a disputar o cargo a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de inicialmente mirar outro Estado.

"O problema é quando você é artificial. Eu sempre disse: o Tarcísio está com a cabeça fora de São Paulo. Ele está morando lá no Palácio pensando em outro [lugar]. Eu sempre disse isso porque eu não vejo ele mergulhar nos temas de São Paulo", afirmou, em referência à avaliação de que o governador teria ambições voltadas à disputa presidencial.

O pré-candidato também comparou o cenário com aliados de sua chapa, como Marina Silva e Simone Tebet, destacando que ambas têm relação mais consolidada com o eleitorado paulista. Ele citou ainda a negociação da dívida do Estado como exemplo de ausência de vínculo do governador. "Quem representou São Paulo na mesa do Senado fui eu, como ministro da Fazenda. Não foi ele", disse.

Após ser anunciado, Márcio França criticou a atual gestão do governador Tarcísio de Freitas, adversário na disputa. "A marca do governo de São Paulo hoje, talvez a venda da Sabesp e o pedágio free flow. São as duas coisas mais marcantes, não teve uma obra nova, uma ideia nova. Então o São Paulo, que tem crescido menos que o Brasil nos últimos cinco anos praticamente, deixou de ser aquela coisa do trem que puxava todo mundo para ser mais um vagão nesse trem", disse ele.

O anúncio contou com a presença de Haddad, França e Marina Silva. Tebet não participou porque cumpria agenda com Lula em Mato Grosso do Sul, onde esteve na reabertura de uma fábrica de fertilizantes.

Na quarta-feira, 24, Haddad já havia afirmado que definiria até esta quinta-feira o desenho da chapa. Na véspera do anúncio, uma reunião em Brasília selou os últimos detalhes, com a presença do próprio pré-candidato, além de Lula, Alckmin, França Tebet e Marina Silva.`

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra