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Política

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Governo Trump promete respeitar resultado de eleição no Brasil desde que 'livre e justa'

Palácio do Planalto diz que escalada de atos hostis dos EUA visa a interferir na eleição brasileira

13 ago 2026 - 18h22
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BRASÍLIA - Acusado de tentar uma interferência nas eleições presidenciais do Brasil pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que tenha como objetivo interferir na disputa e indicou que vai respeitar o resultado das urnas, desde que o País promova uma disputa "livre e justa".

A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump, com a condição de que não fosse identificada, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as recentes rusgas políticas com o País.

Segundo a autoridade do Departamento de Estado, haverá respeito à escolha feita pelos brasileiros por meio "de eleições livres e justas no Brasil". Essa autoridade lembrou que os EUA já manteve relações com "governos de ambos os lados do espectro no Brasil" e que esses relacionamentos foram "muito bem-sucedidos."

Para integrantes do governo Lula, porém, a adminsitração trumpista planejava justamente reunir elementos no País a fim de contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram visto negado pelo Itamaraty.

Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu dizendo que o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, era uma atitude de viés ideológico.

"Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", afirmou a Presidência da República, em nota.

Em eventos públicos, o presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, figura política de histórico hostil ao petista e próximo do bolsonarismo, de "odiar o Brasil" e a América Latina. Lula chamou o chefe da diplomacia trumpista, filho de cubanos exilados, de "latino-americano frustrado".

E disse que se beneficiaria caso os EUA enviassem uma autoridade para subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal rival na disputa pela Presidência. Flávio voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Depois, Lula afirmou que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, uma chamada que não ocorreu ainda.

Nesta quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, afirmou que os EUA miravam contra a soberania brasileira, com o vídeo do Departamento de Estado que propaga o "domínio americano" nas Américas, uma alusão à Doutrina Monroe.

O conselheiro petista também afirmou que a relação vive uma "escalada de hostilidades" e que a administração Trump atua com "opacidade total" em relação ao Brasil.

Estadão
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