Genial/Quaest: 20% dos eleitores definem voto para presidente na última semana
Porcentual sobe para 32% na escolha para o Senado e chega a 25% na disputa pelos governos estaduais; entre independentes, 14% deixam decisão presidencial para o dia da eleição
Um em cada cinco eleitores brasileiros costuma definir o voto para presidente apenas na semana da eleição, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 10. O levantamento mostra que 20% dos entrevistados deixam a escolha para a reta final da campanha. Dentro desse grupo, 10% do eleitorado afirma que decide o candidato no próprio dia da votação.
A antecedência é maior quando a disputa é pela Presidência. Segundo a pesquisa, 58% dizem escolher o candidato meses antes da eleição. O comportamento muda nas demais disputas. Para governador, 44% afirmam tomar a decisão com meses de antecedência, enquanto 34% fazem o mesmo na escolha para o Senado.
Na disputa pelos governos estaduais, 25% dos eleitores deixam a definição para a última semana. Desse total, 11% afirmam escolher o candidato somente no dia da eleição.
O porcentual é ainda maior na corrida pelo Senado: 32% dizem decidir o voto na semana do pleito, entre eles 14% deixam a escolha para o próprio dia da votação.
Independentes decidem mais perto da eleição
A distância entre os eleitores também aparece quando a pesquisa considera o posicionamento político. Entre os que se identificam como lulistas, 69% afirmam que costumam definir o voto para presidente vários meses antes da eleição. O mesmo porcentual é registrado entre os bolsonaristas.
Entre os eleitores independentes, 41% dizem escolher o candidato presidencial com meses de antecedência. Outros 29% deixam a definição para a última semana, sendo que desse total 14% afirmam que deixam a decisão para o dia da eleição.
Nordeste concentra maior decisão de última hora
O levantamento também mostra diferenças regionais no momento em que o eleitor define seu voto. No Nordeste, 20% afirmam escolher o candidato a presidente na última semana. Dentro desse grupo, 12% tomam a decisão no dia da votação.
Na região Sul, o porcentual de decisão presidencial na última semana é de 18%, sendo 7% no próprio dia da eleição. No Sudeste, são 17%, dos quais 8% deixam a escolha para o dia do pleito.
Na região Centro-Oeste/Norte, 24% dos entrevistados afirmam definir o voto para presidente na última semana, 11% desse grupo fazem a escolha no dia da eleição.
A diferença regional se amplia nas disputas estaduais. No Nordeste, 27% deixam a escolha para governador para a última semana, enquanto 16% desse grupo decidem no dia da votação. Para senador, o porcentual chega a 36%, desses 20% decidem no dia da eleição.
No Sul, 25% definem o voto para governador na última semana, desses 9% escolhem no dia do pleito. Para o Senado, são 30%, sendo 11% no dia da eleição.
No Sudeste, 23% decidem o voto para governador na última semana, desse total 10% escolhem no dia da votação. Na disputa pelo Senado, 28% fazem a escolha nesse período, dos quais 12% no próprio dia.
Na região Centro-Oeste/Norte, 32% deixam a decisão para governador para a última semana, sendo 11% no dia do pleito. Para senador, o porcentual chega a 38%, com 13% escolhendo no dia da eleição.
Mulheres deixam decisão mais para a reta final
A pesquisa também identifica diferença entre homens e mulheres na escolha para presidente. Entre as eleitoras, 21% afirmam que costumam decidir o voto na última semana, desses 11% fazem a escolha no próprio dia da eleição.
Entre os homens, os porcentuais são menores: 16% definem o voto presidencial na última semana, desses 8% deixam a decisão para o dia da votação.
Por faixa etária, 18% dos eleitores de 16 a 34 anos dizem escolher o candidato a presidente na última semana, sendo 8% no dia da eleição.
Entre aqueles de 35 a 59 anos, o porcentual chega a 20%, com 9% decidindo no dia do pleito. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, também são 20% os que deixam a escolha para a última semana, mas 12% afirmam decidir somente no dia da votação.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente, por meio de questionários estruturados aplicados nos domicílios.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
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