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Política

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Flávio Bolsonaro nega que trocará Gaspar como vice e diz que acusações contra deputado são 'farsa'

Alfredo Gaspar foi acusado por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por suposto caso de estupro; o deputado nega

11 ago 2026 - 11h43
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BRASÍLIA - O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 11, que trocará o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice de chapa e chamou de "farsa" as acusações de estupro contra o parlamentar alagoano.

"Essa farsa que foi montada contra o Alfredo foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão. Foi feito isso contra ele, a pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública", disse a jornalistas, antes de encontro com os candidatos do PL ao Senado, em uma casa em Brasília. Os candidatos, que estavam perto, começaram, então, a gritar o nome de Gaspar, como demonstração de apoio.

A declaração foi dada após atas do PL, publicadas na semana passada, deixarem em aberto a possibilidade de troca do vice na chapa. A mudança poderia ocorrer até o fim do prazo de registro de candidaturas, em 15 de agosto.

A acusação contra o deputado foi feita em março pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) no dia em que Gaspar, então relator da CPI do INSS, apresentou seu relatório pedindo o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer foi rejeitado.

Lindbergh e Soraya enviaram à Polícia Federal pedido de investigação contra Gaspar, que se defende dizendo que o caso se trata de algo que aconteceu com seu primo, e não com ele, em datas diferentes daquelas mencionadas por Lindbergh e Soraya, e sem ocorrência de estupro.

Desde então, Gaspar atacou e se defendeu. Ele pediu o afastamento dos parlamentares envolvidos na denúncia, apresentou uma queixa-crime por calúnia à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e solicitou apuração por denunciação caluniosa e coação no curso do processo.

Flávio diz que candidatos nos Estados terão liberdade para adaptar o discurso à realidade local

Durante a entrevista, Flávio reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará "uma capilaridade gigantesca" à candidatura presidencial.

O candidato ressaltou que haverá uma orientação geral para as campanhas, mas que cada Estado terá liberdade para adaptar o discurso à realidade local. "Cada Estado tem a sua realidade, mas tem uma linha geral", afirmou. Para ele, os candidatos apoiados pelo PL terão acesso direto à Presidência para levar demandas de seus Estados.

Ao falar sobre a estratégia para o Senado, Flávio afirmou que pretende contar com uma base ampla para aprovar mudanças constitucionais e na legislação penal. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal, o endurecimento das penas para crimes violentos e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho e de milícias como organizações terroristas.

O candidato também voltou a atacar o governo Lula pela situação fiscal. Segundo Flávio, o próximo governo herdará um cenário de deterioração das contas públicas e terá de rever despesas nas áreas de saúde e educação. Ele afirmou que pretende trabalhar pela "responsabilidade fiscal".

Estadão
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