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Política

Fux faz proposta de conciliação a Nikolas Ferreira por ter chamado Lula de Ladrão na ONU

Ministro sugeriu que parlamentar remova conteúdo ofensivo ao presidente e pague R$ 10 mil a entidades que ajudam na reconstrução do Rio Grande do Sul

15 ago 2024 - 12h14
(atualizado às 15h16)
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux enviou na última quarta-feira, 14, uma proposta de conciliação ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) acerca do inquérito de injúria do qual o parlamentar é alvo. Ele é investigado por ter chamado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ladrão e sugerir a prisão dele em um evento da Organização das Nações Unidas (ONU).

O parlamentar afirmou ao Ministério Público que dará uma resposta à proposta até sexta-feira da próxima semana, 23. A sugestão de Fux é que Nikolas apague a publicação e a republique, mas sem o trecho questionado por Lula. O ministro também propôs o pagamento de R$ 10 mil, que podem ser encaminhados a uma organização de enfrentamento à tragédia climática do Rio Grande do Sul.

Nikolas disse que Lula "deveria estar na cadeia" logo após dizer que "o mundo seria melhor se não houvesse tanta gente prometendo melhorá-lo", citando o escritor Olavo de Carvalho, mentor do bolsonarismo. O deputado também atacou a ativista ambiental da Suécia Greta Thunberg e o ator Leonardo DiCaprio que, segundo ele, apoiaram Lula nas eleições.

O Código Penal brasileiro prevê que as penas para os crimes contra a honra - calúnia, difamação ou injúria -, quando praticados contra o presidente da República, são aumentadas em um terço.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor da instauração do inquérito. O parecer afirma que a imunidade parlamentar "não poderá ser invocada quando houver superação dos limites do debate político para as ofensas, injúrias e difamações de cunho aviltantes e exclusivamente pessoais".

Como Lula é presidente, cabe ao Ministério da Justiça pedir a investigação, segundo o Código Penal. Na época, Ricardo Cappeli, então secretário-executivo da pasta, acionou a Polícia Federal.

Estadão
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