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Política

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Funcionários limpam estação de metrô pichada em ato pró-Lula na Paulista; veja vídeo

Metrô contabilizou danos em oito placas de vidro das estações localizadas na avenida

12 out 2026 - 14h58
(atualizado às 22h45)
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Resumo
Equipes limparam estações de metrô na Avenida Paulista danificadas por pichações, adesivos e vidros trincados durante a dispersão de um ato pró-Lula. O Metrô registrou boletim de ocorrência e cederá imagens para identificar os autores do vandalismo, criticado pela oposição. Em paralelo, o TSE atendeu a pedido da campanha petista e mandou remover postagens de apoiadores de Bolsonaro que usavam desinformação para associar os manifestantes ao uso de drogas e a atos de terrorismo.

Funcionários da Prefeitura de São Paulo e do Metrô limparam, nesta segunda-feira, 12, acessos a estações da Avenida Paulista que foram alvo de depredação e pichações durante o ato realizado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 11.

De acordo com o Metrô, foram afetadas as estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação, da linha 2-verde, com o registro de oito placas de vidro danificadas, "além de pichações e aplicação de adesivos em paredes internas, corrimãos de escadas fixas e rolantes e no interior de um trem".

O Estadão esteve no local nesta segunda-feira e presenciou os trabalhadores da limpeza retirando adesivos em apoio ao petista e lavando a fachada de uma das entradas da estação Trianon-Masp. O vidro está trincado em diversos pontos.

Oito placas de vidro foram quebradas durante o ato, segundo o Metrô
Oito placas de vidro foram quebradas durante o ato, segundo o Metrô
Foto: Divulgação/Metrô / Estadão

Segundo o Metrô, as equipes de manutenção iniciaram a limpeza ainda durante a madrugada de segunda-feira, 12, e continuaram o trabalho ao longo do dia "para remover pichações e adesivos das áreas atingidas".

A companhia, vinculada ao governo do Estado de SP, disse já ter providenciado a compra de novos vidros e informou que as estruturas danificadas "não oferecem risco aos passageiros neste momento, pois contam com películas de proteção que impedem o desprendimento de fragmentos".

Funcionário retira adesivo do Lula de acesso à estação Trianon-Masp nesta segunda-feira, 12
Funcionário retira adesivo do Lula de acesso à estação Trianon-Masp nesta segunda-feira, 12
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O Metrô disse ainda que registrou boletim de ocorrência e disponibilizará às autoridades as imagens do sistema de monitoramento para auxiliar na identificação dos responsáveis e na apuração dos fatos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Subprefeituras informou que equipes atuam na Avenida Paulista com "serviço de coleta de lixo, limpeza da via e do passeio, bem como de fachadas e muros pichados e vandalizados".

Funcionário do Metrô limpa vidro de um dos acessos à estação Trianon-Masp na Avenida Paulista
Funcionário do Metrô limpa vidro de um dos acessos à estação Trianon-Masp na Avenida Paulista
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A campanha de Lula entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que sejam derrubadas publicações nas redes sociais sobre o ato político feitas pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e pelos deputados federais eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG), Rony Gabriel (PL-RS), Lucas Pavanato (PL-SP), além do autodenominado coach Pablo Marçal. O TSE determinou a supressão das postagens nesta segunda-feira.

No vídeo publicado por Gabriel, ele mostra uma imagem de uma mulher que estaria fazendo uso de cocaína durante a manifestação na Paulista. A campanha de Lula, contudo, argumentou que o vídeo foi publicado originalmente no sábado, 10 de outubro, no Chile. A publicação do deputado gaúcho foi compartilhada pelos perfis de Flávio e de Marçal.

Estação Trianon-Masp foi uma das pichadas durante o ato realizado no domingo
Estação Trianon-Masp foi uma das pichadas durante o ato realizado no domingo
Foto: Divulgação/Metrô / Estadão

Em outro trecho da petição, a campanha de Lula afirma que Pavanato ofendeu os manifestantes ao apresentá-los em um vídeo sob "uma perspectiva depreciativa e associá-los a drogas, depredação e terrorismo". O vídeo foi reproduzido pelo perfil de Nikolas.

"A publicação, portanto, não se limita à crítica política, mas utiliza imputações factuais potencialmente enganosas como instrumento de persuasão eleitoral", argumenta a campanha petista.

Segundo a Polícia Militar, as ocorrências surgiram durante a dispersão dos manifestantes no domingo. Em vídeos gravados a partir da redação da CNN Brasil, localizada na Paulista, foi possível verificar pessoas na parte de cima da estação e pichações com as frases "Viva a Revolução" e "Bolsonaro nunca mais". Não há indícios sobre quando elas foram feitas ou por quem.

Vidro quebrado no acesso da estação Trianon-Masp
Vidro quebrado no acesso da estação Trianon-Masp
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O tema foi explorado por lideranças que apoiam Flávio Bolsonaro. "E amanhã, será o trabalhador que eles tanto dizem defender, que irá limpar a sujeira, pichação e depredação que deixaram pra trás. O maior cabo eleitoral do Flávio é a esquerda", escreveu Nikolas em seu perfil no X na noite de domingo.

O deputado estadual eleito por São Paulo Douglas Garcia (União Brasil) também criticou a atitude dos manifestantes. "Vieram aqui, depredaram o patrimônio público, picharam, sujaram. E adivinha quem está limpando? (...) O trabalhador que eles dizem defender", afirmou ele em um vídeo publicado nas redes sociais.

Estadão
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