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Política

Fraude no INSS: Quais investigados fizeram movimentações suspeitas, segundo o Coaf?

Órgão de combate à lavagem de dinheiro identificou movimentações atípicas de entidades e dirigentes investigadas no esquema de fraudes nos benefícios pagos pela Previdência Social

3 out 2025 - 11h01
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BRASÍLIA e SÃO PAULO - A CPI do INSS recebeu documentos sobre movimentações financeiras atípicas de investigados no suposto esquema de fraudes nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por elaborar relatórios sobre transações atípicas e combater a lavagem de dinheiro, produziu documentos sobre uma entidade, uma dirigente de entidade e um agente afastado da Polícia Federal. Os relatórios foram obtidos pelo Estadão.

De acordo com as investigações, a advogada desempenhou "um papel central na teia financeira" do esquema de descontos indevidos. Escritórios de advocacia e empresas ligadas a Cecília são suspeitos de receberem dinheiro de entidades investigadas pelas fraudes e repassarem valores a servidores do INSS suspeitos de corrupção.

Cecília Mota dirigiu duas entidades investigadas pela PF, a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN) e a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), entre 2017 e 2020.

Procurada, a advogada não respondeu. O espaço segue aberto a eventuais manifestações.

O Coaf também identificou movimentações atípicas do agente afastado da PF Philipe Roters Coutinho. Em um ano, o agente movimentou R$ 2,8 milhões, valor incompatível com seu patrimônio e atípico para um servidor público.

Fachada da sede da Polícia Federal; agente afastado da corporação é investigado por ligação com esquema de descontos do INSS
Fachada da sede da Polícia Federal; agente afastado da corporação é investigado por ligação com esquema de descontos do INSS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

No período analisado, Coutinho tinha um rendimento mensal de R$ 13 mil na PF. O agente teve US$ 200 mil apreendidos em dinheiro vivo em uma operação policial em abril.

O agente afastado é investigado por supostas ligações com o esquema dos descontos indevidos. A defesa de Coutinho alega que o servidor não possui "qualquer vínculo com as questões relativas ao INSS".

Estadão
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