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Política

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Flávio pede para Moraes renunciar após ministro pedir cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro

Senador do PL, candidato à presidência, criticou ministro do STF

8 out 2026 - 19h54
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Resumo
O senador Flávio Bolsonaro pediu a renúncia de Alexandre de Moraes após o ministro do STF determinar a prisão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. A decisão da Corte, que ordenou o cancelamento do passaporte e a suspensão dos direitos políticos de Eduardo por atuar por sanções contra ministros nos EUA, foi classificada pelo ex-parlamentar, que vive no exterior, como uma medida arbitrária e sem efeito prático.

BRASÍLIA - Candidato à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quinta-feira, 8, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. No mesmo dia em que Moraes determinou o início do cumprimento de pena do irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Flávio disse que o ministro do STF deveria renunciar ao cargo.

"Moraes, faça um bem para a nação e renuncie", disse o senador.

O ministro do STF determinou que o ex-deputado federal comece a cumprir pena de quatro anos e dois meses de prisão pelo crime coação no curso do processo. Ele foi condenado por unanimidade no âmbito da Primeira Turma da Corte. Em nota, o ex-parlamentar afirmou que a decisão é arbitrária e não terá efeito prático.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Alexandre de Moraes
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Alexandre de Moraes
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

Os membros do colegiado entenderam que Eduardo atuou para viabilizar sanções do governo dos Estados Unidos contra ministros do STF e, assim, influenciar o resultado da ação penal a que seu pai, Jair Bolsonaro respondia por tentativa de golpe.

No despacho publicado nesta quinta-feira, 8, Moraes pediu a expedição de um mandado de prisão contra Eduardo, que atualmente vive nos Estados Unidos e tem o Green Card, permissão para viver e trabalhar no país estrangeiro. Também determinou o cancelamento de passaportes do ex-deputado emitidos pelo governo brasileiro e a revogação de seus direitos políticos durante o período em que cumpre pena.

A decisão se deve ao trânsito em julgado da ação contra Eduardo, encerrada em 3 de outubro.

Estadão
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