Flávio diz que tentará anistia de Bolsonaro se eleito e que pode dar a ele um cargo no governo
Senador afirmou ter a intenção de usar o período de transição para derrubar a pena do ex-presidente para que ele possa subir a rampa junto com ele e que poderia incluí-lo no governo se ele quiser
BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, admitiu nesta sexta-feira, 8, a possibilidade de nomear o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para um cargo em um eventual governo, caso seja eleito. Para isso, porém, Bolsonaro precisaria conseguir a anistia, já que hoje ele cumpre pena por conta da condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado.
"Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que ele vai exercer, sim", declarou Flávio Bolsonaro, em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira.
Segundo Flávio, porém, esse assunto ainda não foi discutido entre os dois: "Nunca perguntei para ele se ele tem vontade de assumir o ministério no meu governo".
Flávio disse que, caso eleito, ele será o presidente, não o pai, que servirá apenas como um "norte".
Disse também que pretende usar o período de transição para aprovar uma anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o pai.
"Pretendo usar essa força que o presidente recém-eleito tem junto ao Congresso Nacional para, dentre outras coisas, aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita, para que o presidente Bolsonaro possa, no dia 6 de janeiro do ano que vem, subir a rampa junto comigo", falou.
Senador diz trabalhar para ter algo próximo de 27 ministérios
Na entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, pretende cortar de 39 para 27 o número de ministérios. Segundo ele, o número ainda está em avaliação e "pode ser reduzido".
"Há hoje 39 ministérios, e a gente está trabalhando com algo em torno de 27 ministérios. A gente começou a botar no papel, não tem uma apresentação ainda, mas é um número que acredito que possa ser reduzido ainda para enxugar bastante a máquina pública", declarou.
Flávio citou o patrimônio imobiliário da União como alternativa para reforço de caixa. "Temos mais de R$ 1 trilhão em imóveis avaliados que são da União. Podemos dar continuidade, como começou o presidente [Jair] Bolsonaro, de colocar à venda esses imóveis ou com um fundo que faça a gestão", falou.
Ele também mencionou a possibilidade de venda de participações acionárias da União em empresas estatais. "A União participa em diversas empresas pelo Brasil que podem ser vendidas e mais caixa que pode ser feito para a União".
O senador afirmou, porém, não ter recebido nenhuma versão de seu plano de governo, mas que pretende utilizar ferramentas tecnológicas para monitorar gastos públicos. "Vamos usar uma espécie de compliance tecnológico que vai ter uma fiscalização com inteligência artificial que vai dificultar muito, para não falar que vai impossibilitar o desperdício de dinheiro público em todas as áreas".
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