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Política

Flávio Dino reage a ataques de Trump ao STF após tarifa de 50% a produtos do Brasil

Ministro do Supremo defendeu a Corte após carta em que o presidente dos EUA critica julgamento de Bolsonaro e acusa o Tribunal de censura contra redes sociais americanas

9 jul 2025 - 20h56
(atualizado às 23h41)
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defendeu a Corte em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, 9, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% a produtos importados do Brasil.

Entre suas justificativas, Trump citou a atuação do STF que, segundo ele, "censurou" plataformas americanas que atuam no País. Ele também criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino vai às redes sociais em defesa da Corte
Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino vai às redes sociais em defesa da Corte
Foto: WILTON JUNIOR/Estadão / Estadão

"Uma honra integrar o Supremo Tribunal Federal, que exerce com seriedade a função de proteger a soberania nacional, a democracia, os direitos e as liberdades, tudo nos termos da Constituição do Brasil e das nossas leis", escreveu Dino no Instagram.

A manifestação do ministro ocorreu horas após a divulgação de uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, o americano informa que a tarifa de 50% aos produtos brasileiros entrará em vigor a partir de 1º de agosto.

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Mais cedo, Trump já havia dito que o Brasil não tem sido bom para os EUA e que deveria anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros até quinta-feira, 10.

O presidente americano optou por abrir a carta endereçada a Lula com uma defesa de Bolsonaro. Todo o primeiro parágrafo do documento é dedicado ao ex-presidente brasileiro. Ao longo do texto, Trump também ataca o STF e afirma que a relação comercial entre Brasil e EUA tem sido favorável aos americanos.

No entanto, o Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009. Isso significa que, nesse período, o país gastou mais com importações do que arrecadou com exportações. "O modo como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado no mundo, é uma desgraça internacional", disse Trump.

"Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!", escreveu.

Segundo o presidente americano, a medida também responde aos "ataques insidiosos às eleições livres" e às "ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS" que, segundo ele, vêm sendo emitidas pelo STF contra redes sociais dos EUA, sob ameaça de "multas de milhões de dólares e expulsão do mercado brasileiro".

Trump declarou ainda que o comércio bilateral tem sido "há muito tempo injusto" e que os EUA precisam se afastar de uma estrutura baseada em "barreiras tarifárias e não tarifárias" impostas pelo Brasil.

"Nossa relação tem estado longe de ser recíproca", afirmou. Ele advertiu que, caso o governo brasileiro responda com aumento de tarifas, qualquer percentual adicional será somado à alíquota de 50%.

Estadão
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