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Política

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Flávio chora lendo carta para Bolsonaro após Moraes barrar visita de Dia dos Pais

Em vídeo, senador diz que é 'desumano' e 'insano' proibir um filho de visitar um pai no Dia dos Pais

9 ago 2026 - 15h42
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, recebesse a visita dos filhos neste domingo, 9, Dia dos Pais.

"Proibir um filho de visitar um pai ou um pai de dar um abraço nos filhos no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste", diz Flávio na gravação, afirmando ainda que "não tem mal que dure para sempre".

O magistrado entendeu que o pedido estava "prejudicado" porque uma decisão anterior, de 17 de julho, suspendeu todas as visitas por 30 dias. No período, Bolsonaro só pode receber atendimento médico e fisioterapêutico, além de visitas de advogados.

Flávio chora lendo carta para Bolsonaro
Flávio chora lendo carta para Bolsonaro
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

A decisão anterior foi tomada depois que Flávio usou as redes sociais para ler uma carta em que Bolsonaro o colocava como porta-voz para "livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".

"Pai, acabei de fazer uma agenda em Itapetininga, São Paulo, quando tomei ciência de que o nosso pedido - meu, do Carluxo e do Renan - havia acabado de ser negado. Por isso, lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria", relata o senador.

O senador afirma que tem recebido notícias da saúde e humor do pai por meio dos outros advogados. "Pergunto todos os dias, sem falta. Hoje me disseram que estavam sem saber ainda, porque sábado não tem visita de advogados."

No vídeo, Flávio relata que não conseguiu o apoio formal dos partidos do Centrão à sua candidatura. Nos últimos dias, Republicanos, PP, União Brasil e Podemos declararam neutralidade na eleição presidencial.

"Quanto à campanha, estamos indo bem. Junto com o Marinho, conseguimos fechar bons palanques em quase todos os Estados. Apesar de os partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente", afirma Flávio. O senador diz ainda que costuma "mentalizar" a cena em que Bolsonaro colocará nele a faixa presidencial, caso seja eleito no ano que vem.

Estadão
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