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Política

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Flávio Bolsonaro recebe apoio de frente do agro e promete crédito, seguro e infraestrutura

Senador diz que frente parlamentar do agronegócio pode indicar ministro da Agricultura

6 out 2026 - 20h56
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Resumo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prometeu investimentos em infraestrutura, seguro agrícola e crédito com juros menores. Ele garantiu que a bancada indicará o ministro da Agricultura e participará das decisões do setor, além de focar na titulação de terras, agricultura familiar, biocombustíveis e redução da dependência de fertilizantes importados, enquanto criticou duramente a relação do governo Lula com o agronegócio.

BRASÍLIA - O candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que assumiu compromisso com várias pautas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O compromisso foi firmado na noite desta terça-feira, 6, quando o candidato recebeu a bancada em encontro em Brasília.

"Recebo o apoio da FPA agora com a carta compromisso mais detalhada após apoio formal já no 1º turno", disse Flávio Bolsonaro a jornalistas. "Me comprometi com várias pautas e também há o compromisso da FPA de rodar o Brasil junto com todo o setor produtivo brasileiro", disse o candidato.

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, agradeceu apoio do agro
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, agradeceu apoio do agro
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

O senador afirmou que, se eleito, a FPA sempre será ouvida para qualquer tomada de decisão na área da agricultura, em relação aos projetos de lei e pautas.

"Me comprometi com investimento em infraestrutura, seguro agrícola, previsibilidade com relação ao crédito. Vamos buscar reduzir sempre a taxa de juros para baratear o nosso financiamento, trazer muitos investimentos em infraestrutura e ampliar a nossa capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços dos nossos commodities", declarou o senador.

Flávio Bolsonaro prometeu ainda "atenção especial à agricultura familiar". "Não só com os produtores rurais, mas com os trabalhadores rurais também", afirmou.

Ele citou ainda a entrega de títulos fundiários feita pelo pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 420 mil títulos a propriedade rurais.

"Eu lembro daquelas cenas em assentamentos de MST em que havia as bandeiras do MST levantadas, a bandeira do MST sendo retirada e sendo colocada no lugar a bandeira do Brasil. Pessoas que estavam há 70 anos aguardando um título definitivo de suas propriedades rurais e que chegou com o governo do presidente Bolsonaro", relatou o candidato, prometendo superar o recorde do pai.

Flávio Bolsonaro apontou também que, se eleito, vai diminuir a dependência de fertilizantes importados e ampliar a soberania nacional. "Para garantir que o nosso agro fique menos dependente de insumos que são importados para o Brasil e que estão sempre suscetíveis a alguma instabilidade, como a guerra entre Rússia e Ucrânia", citou.

Ele mencionou ainda a intenção de fortalecimento da política de biocombustíveis, como o biodiesel. "Isso vai garantir também uma soberania nossa, uma dependência menor da variação do petróleo internacional. Vamos olhar com muita atenção esse setor, organizar a legislação, que é uma grande colcha de retalhos e vamos buscar a redução da conta de energia para o produtor", detalhou.

Flávio Bolsonaro criticou a relação do governo Lula com o setor. "Estou muito honrado com esse apoio que recebo da frente e assumo compromisso com eles. Um setor que está sofrendo demais nas mãos do atual governo, que tem tratado esse setor como se fosse um inimigo. Estava lá em Santa Catarina recentemente, chamando os nossos produtores rurais de fascistas, dizendo que eles tinham que se ajoelhar aos pés dele em função do que ele acha que fez para o setor", disse Flávio Bolsonaro a jornalistas na noite desta terça-feira quando o candidato recebeu a bancada em encontro em Brasília para declaração pública de apoio.

Sem citar nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato fez referência à declaração de Lula de "que o agro deveria se ajoelhar a ele".

O senador afirmou ainda que, se eleito, a FPA sempre será ouvida para qualquer tomada de decisão na área da agricultura, em relação aos projetos de lei e pautas.

Questionado se a FPA indicará, caso seja eleito, o ministro da Agricultura, como fez no governo do pai, Flávio Bolsonaro respondeu que "vai".

Entre as pautas com as quais se comprometeu com a bancada agropecuária, a maior e mais influente do Congresso Nacional, Flávio Bolsonaro citou ação em práticas de dumping quando forem identificadas, como no setor do leite. "O governo vai fazer a sua parte, não para fazer protecionismo, mas para fazer justiça aos produtores", comentou.

Flávio Bolsonaro citou ainda o elevado endividamento do campo. "Com o governo que a gente pretende fazer com muita austeridade, com muita previsibilidade, segurança, corte de despesas e aumento em novas receitas, vamos conseguir amparar e dar previsibilidade para que o financiamento para o setor produtivo ocorra da forma como vinha acontecendo no governo do presidente Bolsonaro com juros menores, previsibilidade e longo prazo", apontou.

Estadão
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