Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Flávio Bolsonaro diz ter poucos presos no Brasil, após encontro com ministro de Bukele

Candidato à Presidência pelo PL prometeu criar Ministério da Segurança, se eleito; ele se encontrou com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador neste domingo, 30

30 ago 2026 - 13h51
(atualizado às 15h00)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Após se reunir com o ministro de El Salvador, Flávio Bolsonaro prometeu criar 500 mil vagas em presídios e instituir o Ministério da Segurança Pública se eleito presidente. O candidato do PL também anunciou um corte severo nos gastos públicos com uso de inteligência artificial, criticou os juros altos e o governo Lula. Na área trabalhista, defendeu uma alternativa à PEC da escala 6x1, propondo que o próprio trabalhador tenha liberdade para escolher sua jornada e carga horária semanal.

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse neste domingo, 30, após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro, que vai abrir meio milhão de vagas em presídios para que o Brasil volte a ter soberania sobre a segurança pública. O senador também prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito.

"Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular, que comete o crime, de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso, não apenas seja preso, mas fique preso. Nós vamos investir muito em tecnologia para que eles fiquem de fato incomunicáveis", disse depois da conversa com o ministro do governo de Nayib Bukele.

O país centro-americano vem sendo mencionado por presidenciáveis da direita como modelo de segurança pública. Entretanto, os resultados foram obtidos a partir de medidas de exceção e o governo salvadorenho é alvo de acusações de violações dos direitos humanos.

Flávio Bolsonaro se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro
Flávio Bolsonaro se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro
Foto: Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro / Estadão

Questionado sobre de que forma pretende estruturar o futuro Ministério da Justiça, Flávio Bolsonaro respondeu que em El Salvador os trabalhos foram invertidos e, em primeiro lugar vem o Ministério da Segurança Pública e depois o da Justiça.

"A ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer uma gestão junto com as forças estaduais e com as polícias municipais. Quero dar suporte, não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder", disse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio promete 'tesouraço' nos gastos públicos

O candidato ao Planalto afirmou ainda que vai realizar um "tesouraço" nos gastos públicos e, para isso, investirá em tecnologia e inteligência artificial. O candidato aproveitou para dizer que há muita corrupção no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nestas eleições.

"O orçamento está muito apertado porque há corrupção para tudo. Nós vamos investir muito na gestão tecnológica, da inteligência artificial. Com menos custos, menos carros, combatendo os gargalos que existem hoje e organizando as contas públicas. O Brasil não sobrevive mais com o fiscal e é por causa da irresponsabilidade do atual governo", afirmou.

Flávio Bolsonaro disse ainda que a taxa de juros atual, a Selic, está em patamar muito elevado. "A taxa de juros está tão alta, uma das mais altas do mundo. Seremos um governo enxuto, moderno e que vai cortar esses gargalos, vai cortar as despesas, tesourar a burocracia, tesourar os impostos e buscar novas fontes de receita", disse.

O candidato afirmou ainda que tem um plano de governo "muito melhor para os trabalhadores", alternativo à proposta de emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6x1, que deve ser analisada nesta semana no Senado Federal. Segundo ele, os trabalhadores poderão decidir quantas horas querem trabalhar semanalmente, conforme sua proposta.

"Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar", afirmou Flávio.

"O trabalhador escolhe qual é a sua jornada de trabalho, escolhe se vai trabalhar a sexta, sábado, domingo, segunda, terça, os melhores dias. Temos que dar liberdade para o trabalhador com todos os seus direitos garantidos. Quem precisa trabalhar menos, quem não tem condições de trabalhar mais, tem que ter esse direito. Agora, aquela pessoa que também quer trabalhar mais para poder ganhar mais e levar mais dignidade para dentro de sua casa, também tem que ter o direito de escolha. Isso que nós vamos defender", disse.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra