Flávio Bolsonaro diz ser 'impossível reconhecer resultado da eleição' e que pedirá anulação
Senador, que também acionou o TSE para pedir prorrogação do horário, reclamou da decisão de Zanin e alegou quebra 'total de isonomia'. Flávio foi derrotado por uma diferença de mais de 4 milhões de votos
Derrotado na eleição presidencial com 48,22% dos votos válidos contra 51,78% de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) declarou que não reconhece o resultado oficializado pelo TSE e que pedirá a anulação do pleito. O senador criticou duramente o ministro do STF Cristiano Zanin, acusando-o de quebrar a isonomia do processo ao estender o horário de votação por duas horas a pedido do PT, sob justificativa de falhas no transporte público, ato classificado pelo candidato derrotado como interferência indevida.
Na primeira fala após a derrota na eleição presidencial, o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, disse não reconhecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio perdeu por uma diferença superior a 4 milhões de votos. A reeleição de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
"É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação", disse o senador.
O candidato do PL alegou que Zanin "deu uma canetada" ao acolher o pedido da campanha petista e prorrogar o prazo de votação até as 19h. A solicitação ao STF foi feito pela campanha de Lula após uma série de denúncias de problemas no serviço público de transporte em diferentes cidades, como Salvador e São Paulo.
A campanha do senador, no entanto, também acionou o TSE, solicitando a ampliação do horário de votação em ao menos três Estados.
A vitória de Lula foi reconhecida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que afirmou ter ligado para ambos os candidatos, em pronunciamento na sede do TSE, em Brasília.
Na fala, Nunes Marques confirmar a reeleição de Lula, com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% de Flávio.
Críticas ao ministro Cristiano Zanin
Em discurso curto, feito ao lado de apoiadores em Brasília (DF), Flávio classificou como "sacanagem" o resultado do pleito e criticou a postura de Zanin. "O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, que muda a regra do jogo", disse Flávio.
"No meio do jogo, às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas a eleição. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil."
O senador afirmou que a decisão judicial "quebra a isonomia" do pleito e alegou que nunca saberia quantos votos poderia ter "nos Estados onde as urnas não foram abertas".
"O que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou.
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