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Política

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Cury cumprimenta Lula e pede que ele 'governe para todos'

Em sua manifestação, o político também fala de questões econômicas e de questionamento do resultado das urnas por parte do lado que perdeu

26 out 2026 - 19h23
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Resumo
Augusto Cury cumprimentou Lula pela vitória no quarto mandato presidencial contra Flávio Bolsonaro, reconhecendo o resultado das urnas e pedindo um governo sem revanchismo, voltado para todos os brasileiros. O escritor destacou a importância da responsabilidade fiscal e do apoio a microempresas para conter o endividamento familiar. Por fim, Cury, que apoiou Bolsonaro no segundo turno, pediu pacificação e que eventuais contestações da oposição ocorram estritamente pelas vias democráticas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Augusto Cury (Avante), escritor e ex-candidato à presidência, cumprimenta o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pede que ele "governe para todos os brasileiros".

Na publicação, Cury inicia o vídeo lendo sua manifestação. Ele declara que reconhece o resultado da eleição mesmo que não concorde com o processo de reeleição. Em seguida, pede que Lula governe abraçando todos os brasileiros, não apenas a esquerda.

"Considero que um quarto mandato dificulta a renovação das ideias, projetos, equipes e motivações, mas respeito o resultado e quero cumprimentá-lo fazendo um apelo sincero ao presidente que governe sem revanchismo e sem sentimentos de vingança", anuncia.

Lula foi reeleito para o quarto mandato com 51,79% dos votos válidos. Ele enfrentava o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

Augusto Cury apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. Foto Tiago Queiroz/Estadão
Augusto Cury apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. Foto Tiago Queiroz/Estadão
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Ele repete a frase dita anteriormente. "As dores humanas, como disse ao longo de toda a campanha, não têm cor partidária, nunca tiveram. São suprapartidárias"

Na sequência, o escritor apela para questões econômicas, citando o endividamento das famílias, controle de gastos do governo, responsabilidade fiscal e necessidade de investimento em microempresas.

Cury aponta que é preciso gastar menos do que o arrecadado para a diminuição da taxa Selic e a redução do endividamento das famílias. "O endividamento não pode continuar consumindo a capacidade de realização dos brasileiros. Eu espero, sinceramente, que não apenas a responsabilidade fiscal faça parte do próximo governo", defende o escritor.

Por fim, o Cury faz referência ao lado perdedor da eleição presidencial, pedindo que usem as vias democráticas para questionar o resultado das eleições, caso queiram fazer essa contestação.

"Façam dentro das regras da democracia porque o Brasil não suporta mais uma polarização e uma radicalização. Espero que as regras da democracia sejam obedecidas. Sei que tem muita gente que se sente ferida, se sente angustiada, mas a democracia é assim. Você respeita as urnas e você questiona juridicamente com todas as forças, mas dentro de todos os ditames, de todas as leis da Constituição Brasileira", conclui.

Cury ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência, com 2,89% dos votos. Para o segundo turno, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no dia 8 de outubro. O apoio tinha como condicionante o comprometimento do candidato do PL com 8 compromissos, considerados por Cury, essenciais e relacionados com saúde, educação, cooperativismo e financiamento de microempresas.

Estadão
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