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Política

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Flávio Bolsonaro acena a governadores e a Raquel Lyra

8 out 2026 - 12h02
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Resumo
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) acenou a governadores de oposição, como Raquel Lyra (PSD), prometendo apoio aos estados sem distinção partidária caso seja eleito. Em tom de vitória, afirmou já avaliar demandas regionais, criticou o governo Lula e citou planos de criar o projeto nacional "SmartBrasil". Ele também corrigiu Tarcísio de Freitas para evitar o termo "acampamentos" ao falar da militância, preferindo "comitês eleitorais" para afastar conexões com os atos bolsonaristas de 2022.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez nesta quinta-feira, 8, um aceno a governadores que se elegeram sem seu apoio. Durante encontro com governadores do PL e de partidos aliados, Flávio citou Raquel Lyra (PSD), eleita por Pernambuco.

"Quero falar para aqueles governadores e governadores que não nos apoiam ou não são do nosso campo político, como a Raquel Lyra, lá em Pernambuco, só para ficar um exemplo, que vou ser um presidente da República que vou ajudar os cidadãos de cada Estado, independente da coloração partidária do governador", declarou, durante o evento em Brasília.

Em tom como se já estivesse eleito, Flávio disse ter começado a receber demandas dos governadores eleitos, como a de Cleitinho (Republicanos), sobre a dívida de Minas Gerais, mas disse que precisará se inteirar sobre a situação do governo Federal.

"Pretendo governar com time, olhando para cada Estado e reconhecendo as diferenças e necessidades e ajudando, na medida do possível. O primeiro dever de casa é arrumar a própria casa. Deixa eu ver o tamanho do buraco em que Lula nos enfiou", falou.

O presidenciável afirmou ainda que pretende se inspirar em projetos estaduais, como o SmartSampa, em São Paulo, e criar o "SmartBrasil".

Corrigindo Tarcísio

Em determinado momento, Flávio corrigiu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que havia pedido aos colegas que não desmobilizassem "acampamentos" ou seja, a militância.

Em tom de brincadeira, Flávio falou: "Qualquer palavra que falamos aqui que fuja um pouco do contexto, já distorcem. Tarcísio, não são os acampamentos para a gente não desmobilizar, são nossos comitês eleitorais", disse, evitando associar os grupos políticos de apoio a ele com os acampamentos montados por bolsonaristas após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Estadão
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