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Filipe G. Martins é acusado de operar robôs no Twitter

Assessor de Bolsonaro, Filipe promete levar à Justiça quem atentar contra sua honra e se justifica: "É só copia-e-cola"

1 jun 2020
16h01 atualizado às 16h13
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16h01 atualizado às 16h13
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Filipe Martins (à dir.) com Carlos Bolsonaro; jovem assessor da Presidência conhece Olavo há mais de uma década
Filipe Martins (à dir.) com Carlos Bolsonaro; jovem assessor da Presidência conhece Olavo há mais de uma década
Foto: Divulgação / BBC News Brasil

O assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, se envolveu em uma discussão no Twitter com o apresentador Danilo Gentili e o youtuber Nando Moura no fim de semana que terminou em uma acusação de que ele opera robôs no Twitter.

Isso porque em meio à discusão com os dois desafetos, Martins começou a replicar diversas mensagens exatamente iguais, atacando Gentili e Moura - um comportamento apontado como típico de robôs em redes sociais. Depois, apagou todos os retuítes.

Nesta segunda, 1, Filipe se justificou: "Alguns gênios fizeram uma série de acusações falsas contra mim e cometeram crimes contra minha honra, utilizando como pretexto um xiste feito com duas figuras públicas (através da função copia-e-cola, que qualquer um conhece). Agora terão que provar o que dizem judicialmente", escreveu.

Filipe promete levar à Justiça esse tipo de acusação contra ele. "Não há mais espaço para tolerar ilegalidades". A mensagem foi endossada pelo filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro: "Certas imputações falsas e caluniosas, vindas de figuras públicas, merecem a lei".

Filipe integra o chamado "gabinete do ódio" revelado pelo

em setembro de 2019. É um grupo de assessores instalado dentro da estrutura do gabinete presidencial e cuja atuação é investigada pelo inquérito do STF que apura ameaças, ofensas e a disseminação de fake news contra integrantes da Corte e seus familiares.

A briga de Filipe com os ex-apoiadores do governo Bolsonaro começou ainda no fim da semana passada em meio a discussões sobre o inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF), mas cresceu no sábado, quando Moura escreveu sobre a política externa da atual gestão - área de influência de Filipe. "Hoje somos um estado pária, todos os acordos que demoraram anos para serem costurados correm o risco de virar pó".

Após Filipe retuitar as mensagens iguais, Gentili publicou um print e escreveu (sic): "No perfil pessoa física ele diz: "aimmm twitadas nao me afetam, aimmm eu sou alta-cultura, aimm não existem bots nem fake-news". O tal "lapso" comprovou que: se afeta pra caraleloo, é baixo nível, tem bots, fakes e fake-news sim!"

Filipe reagiu: "Ainda esperneando? Você tira onda de pior aluno da escola mas, na real, era aquele aluno desengonçado e meio afeminado que não entendia piada e ficava dias chorando porque zuavam até seu jeito de reclamar de piada com voz chorosa de gás hélio. Logo você descobre o copia-e-cola."

Estadão
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