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Marielle: Bolsonaro quer que investigação encontre mandante

Presidente se pronunciou após a prisão de dois suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora

12 mar 2019
15h17
atualizado às 15h22
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, esperar que a investigação sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) chegue aos mandantes do crime.

"Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar", disse Bolsonaro, ao ser questionado sobre a prisão de dois suspeitos do caso, durante cerimônia de visita do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

Carro de polícia chega ao condomínio onde foi preso um dos suspeitos da morte de Marielle Franco, no Rio de Janeiro. No mesmo condomínio, tem casa o presidente Jair Bolsonaro
12/03/2019
REUTERS/Sergio Moraes
Carro de polícia chega ao condomínio onde foi preso um dos suspeitos da morte de Marielle Franco, no Rio de Janeiro. No mesmo condomínio, tem casa o presidente Jair Bolsonaro 12/03/2019 REUTERS/Sergio Moraes
Foto: Reuters

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira um policial militar reformado e um ex-policial militar acusados de executarem o crime contra Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, às vésperas de o crime completar um ano.

Um dos suspeitos presos mora no mesmo condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em que Bolsonaro tem casa e onde o presidente morava antes de tomar posse em janeiro, enquanto o outro suspeito aparece em foto com Bolsonaro publicada em redes sociais.

Ao ser questionado sobre a foto com o suspeito preso nesta terça-feira, Bolsonaro alegou que tem fotos com milhares de policiais.

"Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares do Brasil todo", respondeu o presidente, com irritação.

Bolsonaro falou poucas vezes sobre o assassinato da vereadora. Na época, foi o único dos pré-candidatos à Presidência a não condenarem o caso. Posteriormente, disse que lamentava todas as mortes no Rio de Janeiro, mas não quis politizar o caso da vereadora.

Ao ser questionado se achava que o crime contra Marielle teria um mandante, disse acreditar que "é possível", mas aproveitou para lembrar o caso em que ele próprio foi alvo de um atentado durante a campanha presidencial.

"Eu também estou interessado em quem mandou me matar", disse.

Bolsonaro insiste na tese de que o agressor Adélio Bispo, responsável pelo ataque a faca contra ele ocorrido em setembro do ano passado, teria sido mandado por alguém, apesar das investigações da Polícia Federal apontarem que Bispo agiu sozinho e teria problemas mentais.

O presidente e seus filhos continuamente apontam a ligação de Bispo com o PSOL, mesmo partido de Marielle, ao qual ele foi filiado. Bispo se desfiliou da legenda em 2014.

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