Entenda por que Justiça bloqueou R$ 1,3 mi de contas de filhas de Collor
Jovens, de 19 anos, tiveram ordem de retirada de até R$ 649 mil para quitar um subsídio não pago a um ex-funcionário da TV Gazeta
Cecile e Celine Collor, filhas gêmeas do ex-presidente Fernando Collor de Mello, tiveram as contas bancárias bloqueadas pela Justiça do Trabalho de Alagoas. Cada uma das jovens, de 19 anos, teve ordem de retirada de até R$ 649 mil para quitar um subsídio não pago a um ex-funcionário da TV Gazeta, que pertence a Collor.
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A decisão foi assinada pela juíza Sarah Vanessa Araújo, substituta da 1ª Vara do Trabalho de Maceió, em despacho datado de 18 de agosto, via Sisbajud, sistema que conecta a Justiça ao Banco Central e às instituições financeiras.
A defesa de Cecile e Celine entrou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Alagoas, alegando que a medida seria “ilegal e abusiva”, já que os jovens não são partes no processo e não tiveram direito à defesa. O desembargador Roberto Ricardo Guimarães Gouveia negou o pedido e manteve o bloqueio.
A decisão do desembargador se baseou na alegação de que o executado realizou transferências financeiras significativas para suas filhas no ano de 2023. Roberto Gouveia considerou que essas transferências, feitas enquanto Collor já enfrentava diversas ações judiciais, configuravam fraude à execução.
O ex-funcionário da TV Gazeta ingressou com ação em novembro de 2019 após sua demissão, e cujo processo transitou em julgado em fevereiro de 2024. O valor final cobrado é de R$ 1,34 milhão, ainda sujeito a atualização conforme cálculos judiciais.
O ex-presidente Fernando Collor cumpre prisão domiciliar. O político, que tem 75 anos, foi condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.