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Política

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'Em comum acordo', advogados deixam defesa do senador Ciro Nogueira, investigado no caso Master

Parlamentar é investigado por supostamente receber propina de Daniel Vorcaro, dono do Master

11 mai 2026 - 11h09
(atualizado às 11h52)
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é investigado na Operação Compliance Zero por supostamente receber propinas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é investigado na Operação Compliance Zero por supostamente receber propinas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado / Estadão

A defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado na Operação Compliance Zero por supostamente receber propinas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não é mais conduzida pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. A informação foi divulgada pelo escritório Almeida Castro, Castro e Turbay nesta segunda-feira, 11.

Ciro Nogueira foi o principal alvo da Polícia Federal (PF) na quinta fase da investigação que apura os crimes e a teia de influência política de Vorcaro. O parlamentar foi alvo de busca e apreensão na quinta-feira, 7.

"O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso", diz a nota assinada por Kakay, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

No dia a operação, a defesa de Ciro Nogueira afirmou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".

Kakay atua na defesa de políticos, empresários e autoridades investigadas em casos de grande repercussão nacional. Entre seus clientes estiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro José Dirceu (PT), o senador Renan Calheiros (MDB-AL), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e o empresário Joesley Batista. Kakay também participou de processos ligados à Operação Lava Jato e é considerado um dos criminalistas mais influentes de Brasília.

A Polícia Federal aponta que o senador recebeu vultosas propinas de Vorcaro e "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar" em favor dos interesses do banqueiro no Congresso Nacional.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou as diligências com base em provas reunidas pela PF, afirma que o senador recebia uma mesada de R$ 300 mil de Vorcaro. Segundo a investigação, "há relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil".

Os investigadores também apontam que Vorcaro teria disponibilizado gratuitamente ao senador, por tempo indeterminado, um imóvel de alto padrão, além de custear hospedagens, deslocamentos e outras despesas ligadas a viagens internacionais de luxo. Entre os gastos mencionados, estão estadias no Park Hyatt New York, restaurantes de alto padrão e despesas atribuídas ao parlamentar e à sua acompanhante. A investigação cita ainda a disponibilização de um cartão para cobertura de gastos pessoais.

Estadão
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