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Política

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Lula diz que mudará o jeito de governar e defende regulamentação das plataformas digitais

Com voz rouca, presidente falou após a apoiadores após a vitória. Geraldo Alckmin afirmou que Lula salvou a democracia pela segunda vez

25 out 2026 - 22h40
(atualizado às 22h45)
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Resumo
Reeleito com o recorde histórico de mais de 64 milhões de votos após uma inédita virada no segundo turno, o presidente Lula prometeu mudar sua forma de governar e defendeu a regulamentação das plataformas digitais para conter crimes virtuais. Ao lado do vice Geraldo Alckmin, o petista criticou duramente seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro, e celebrou o engajamento dos jovens em um pleito marcado também pela redução da abstenção eleitoral em comparação com disputas anteriores.

Com a voz rouca, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a participação da juventude e dos idosos, prometeu mudar o jeito de governar - após entender a importância do engajamento virtual - e fez críticas à postura de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

"Já debati com muita gente, já participei de muitas eleições. (...) Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do 'milicianismo' neste País. Nunca pensei que uma pessoa pudesse mentir tanto".

Lula comentou que precisou vencer a intromissão de plataformas digitais e prometeu regulá-las. "O crime digital tem que ser tratado igual na vida real. Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhado bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para este País e tentando direcionar

Lula subiu ao palco por volta das 22h15. Ele pegou o microfone e passou a palavra para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). "Estamos com a garganta muito cansada".

Alckmin começou o discurso agradecendo ao povo brasileiro, que foi generoso e animado. Fez uma ressalva aos jovens. "O futuro começa hoje e se chama juventude".

"Meu profundo respeito, o senhor pela segunda vez salvou a democracia brasileira".

Lula alcançou neste domingo, 25, a maior votação nominal já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. Com 99,82% das urnas apuradas, o petista somava 64.111.352 votos, superando seu próprio recorde de 60.345.999 votos, estabelecido em 2022.

Candidato a presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva participa de caminhada na Av. Paulista, em São Paulo, no último dia de campanha durante as eleições 2026.
Candidato a presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva participa de caminhada na Av. Paulista, em São Paulo, no último dia de campanha durante as eleições 2026.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A vitória marcou a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Entre o primeiro e o segundo turno, Lula ampliou sua votação em 10.314.171 votos, passando de 53.879.538 para 64.193.709, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O segundo turno também registrou uma queda na abstenção, que passou de 21,08% para 19,21% do eleitorado, uma redução de 1,87 ponto porcentual. Em números absolutos, o total de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 33.469.244 para 30.466.838, uma diferença de 3.002.406 pessoas.

Em 2022, Lula havia vencido Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos, ou 1,8 ponto porcentual. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354.

Nas outras duas eleições presidenciais em que saiu vitorioso, Lula recebeu 52.793.364 votos, em 2002, e 58.295.042, em 2006. Com a apuração ainda em andamento, o resultado de 2026 já representa um crescimento de mais de 3,7 milhões de votos em relação à eleição anterior.

Estadão
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