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Política

Eleições 2024: sem Deltan Dallagnol na disputa, cenário em Curitiba sai do 'compasso de espera'

A cinco meses das eleições, indicado pelo prefeito lidera pesquisas, mas disputa segue embolada entre ex-prefeitos da capital e ex-governadores do Estado; confira os cotados

19 mai 2024 - 17h02
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A menos de cinco meses das eleições municipais de 2024, a disputa pela Prefeitura de Curitiba (PR) segue indefinida e mobiliza atores conhecidos do eleitor paranaense, incluindo ex-prefeitos da capital e ex-governadores do Estado. Segundo especialistas e lideranças partidárias ouvidas pelo Estadão, o cenário deve começar a se definir a partir da desistência do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) de concorrer ao cargo, anunciada no último dia 3. Pesquisas de intenção de voto realizadas até então mostravam cinco pré-candidatos embolados na corrida eleitoral.

Pesquisas de intenção de voto em Curitiba apontam disputa entre os pré-candidatos Eduardo Pimentel (PSD), Ney Leprevost (União Brasil), Luciano Ducci (PSB), Roberto Requião (Mobiliza) e Beto Richa (PSDB)
Pesquisas de intenção de voto em Curitiba apontam disputa entre os pré-candidatos Eduardo Pimentel (PSD), Ney Leprevost (União Brasil), Luciano Ducci (PSB), Roberto Requião (Mobiliza) e Beto Richa (PSDB)
Foto: @eduardopimentel_ via Instagram, Vinicius Loures/Câmara dos Deputados @neyleprevost Vinicius Loures/Câmara dos Deputados, RPC TV e Ed Ferreira/Estadão, / Estadão

Ducci e Richa, que integraram a mesma gestão durante seis anos, podem se enfrentar nas urnas por campos políticos opostos: Richa, à direita, se aproximou de Jair Bolsonaro e até cogitou disputar a eleição deste ano pelo PL, sigla do ex-presidente; já Ducci pode ser o candidato com o aval de Lula.

Segundo o último levantamento do Paraná Pesquisas, 61,3% dos entrevistados "jamais votaria" em um nome apoiado pelo presidente. "Em campanha, você nunca rejeita nenhum tipo de apoio. Ter apoio do governo federal é a melhor coisa que pode haver para um candidato a prefeito", disse o deputado federal ao Estadão.

Ducci, porém, não quer ser visto como o "candidato do Lula" e crê que esse tipo de rótulo tornaria o debate na cidade raso. "Quem quer fazer essa discussão de Lula versus Bolsonaro, direita contra esquerda, é porque quer fazer uma discussão rasa", disse. "Ou não tem proposta, ou está com medo de disputar a eleição em uma cidade como Curitiba. As questões nacionais não podem ser repercutidas a nível local", afirmou.

Candidatura do PT

Mesmo com alas no PT que resistem ao apoio a Ducci, sobretudo pelo histórico do ex-prefeito com a gestão Richa, o partido está próximo de selar um acordo com o pré-candidato do PSB. Como adiantou a Coluna do Estadão, a executiva nacional petista dialogou com Lula e o presidente encampará o acordo.

A ala do PT mais interessada em um acordo com Ducci é liderada pela deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional da sigla. Ela espera que, abrindo mão da cabeça de chapa em Curitiba, o PSB a apoie em uma eventual eleição suplementar ao Senado, caso o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) seja cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esses desdobramentos limitam as possibilidades dos nomes que se colocaram à disposição do PT para se lançarem como pré-candidatos pela sigla, como o advogado Felipe Magal e os deputados federais Tadeu Veneri, Zeca Dirceu e Carol Dartora. "Sou super a favor das alianças para prefeito, mas () onde temos um aliado de verdade e, principalmente, com viabilidade eleitoral", afirmou ao Estadão Zeca Dirceu.

Ney Leprevost (União Brasil)

Ney Leprevost está em seu quarto mandato como deputado estadual do Paraná. Ele exerceu três mandatos consecutivos no Legislativo estadual, de 2007 a 2018, e representou o Estado na Câmara dos Deputados, de 2019 a 2023. Se confirmar a candidatura, será a segunda vez que tentará o Executivo de Curitiba: em 2016, foi candidato pelo PSD e, em primeiro turno, obteve 219.727 votos. No segundo turno, angariou 401.315 votos, mas foi vencido por Rafael Greca, eleito com 461.736 votos, o que representou 53,23% dos votos válidos.

Goura pode disputar o comando do Executivo da capital pela segunda vez. Em 2020, o deputado estadual foi o candidato de oposição a Greca com a melhor colocação, terminando a eleição em segundo lugar, com 13,26% dos votos válidos.

O parlamentar afirmou que está buscando legendas à esquerda para compor uma chapa e avalia que, em um cenário como o indicado pelas mais recentes pesquisas de intenção de voto, o eleitorado do centro à direita está fragmentado, o que abre novas possibilidades a um candidato progressista. "Está aí uma brecha que temos. Ir para o segundo turno significa uma nova eleição, uma nova disputa, uma nova busca por apoios. A gente tem essa chance."

Veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Curitiba

  • Eduardo Pimentel (PSD)
  • Luciano Ducci (PSB)
  • Beto Richa (PSDB)
  • Ney Leprevost (União Brasil)
  • Goura (PDT)
  • Maria Victoria (PP)
  • Roberto Requião (Mobiliza)

Estadão
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