'Eleição será de 51% a 49%, só não sabemos para quem', diz André Esteves do BTG Pactual
O sócio-fundador do banco de investimentos avalia que disputa terá margem estreita e que é difícil que se resolva no primeiro turno
O chairman do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que a disputa presidencial caminha para um segundo turno acirrado, prevendo um desfecho de 51% a 49% em cenário de empate técnico. Em evento em São Paulo, o banqueiro considerou improvável uma definição no primeiro turno e destacou que a abstenção, influenciada pelas disputas estaduais, afetará o resultado. Ele pontuou ainda que o mercado tende a votar ligeiramente mais à direita, mas reforçou o equilíbrio e a margem estreita da corrida.
SÃO PAULO - O chairman e sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a disputa presidencial deve ser definida por margem estreita, em um cenário de empate técnico, e estimou que o segundo turno tende a terminar em 51% a 49%.
"Acho que a eleição será de 51% a 49% - só não sabemos para quem, porque a disputa é muito competitiva. Também considero estatisticamente muito difícil que ela se resolva para um lado ou para o outro já no primeiro turno", disse, durante participação no Seminário Brasil Hoje, do Esfera Brasil, em São Paulo.
Segundo Esteves, uma série de fatores pode influenciar o resultado, como o número de eleições estaduais decididas no primeiro turno, o que pode afetar o nível de abstenção nos Estados e, por consequência, a dinâmica do segundo turno.
Na leitura do banqueiro, o voto mais provável no mercado, como se costuma chamar, está ligeiramente favorável à direita, padrão que, segundo ele, se repetiu nas últimas três eleições no Brasil. Ainda assim, destacou que o retrato atual é de equilíbrio e que o desfecho deve se dar por diferença pequena.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.