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Eduardo Paes ataca Douglas Ruas e diz que RJ não será governado por Flávio Bolsonaro ou Lula

Ex-prefeito do Rio de Janeiro vai disputar o segundo turno para o governo do Estado com o candidato do clã Bolsonaro

4 out 2026 - 23h13
(atualizado às 23h21)
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Resumo
Após o primeiro turno para o governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), com 42,76% dos votos, atacou o adversário Douglas Ruas (PL), que liderou a disputa com 49,27% impulsionado pela força do bolsonarismo. Paes chamou o rival de delinquente e afirmou que o estado não será governado por Lula ou Flávio Bolsonaro, prometendo expor fragilidades de Ruas no segundo turno. A eleição definirá o sucessor de uma gestão interina no Palácio Guanabara, deixado vago após sucessivas crises políticas e judiciais.

RIO - Favorito nas pesquisas de intenção de voto durante todo o primeiro turno, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Estado, afirmou na noite deste domingo, 4, que o Rio de Janeiro não será governado pelo senador Flávio Bolsonaro ou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atacou o adversário pelo Palácio Guanabara: "Essa gente não vai ganhar com o delinquente do Douglas Ruas".

Paes disputará o segundo turno com o deputado estadual Douglas Ruas, candidato do PL ao Palácio Guanabara.

"Mais uma vez, graças a Deus, a população teve a sabedoria de não permitir uma vitória no primeiro turno. Mais uma vez a população do Estado do Rio de Janeiro quase foi enganada e votou num sujeito que ninguém conhece, ninguém sabe da onde veio, a partir de um cenário nacional", afirmou Paes em um pronunciamento após o resultado das urnas.

Com 99,95% das urnas apuradas, às 21h01, Douglas Ruas recebeu 4.268.884 votos, o que representa 49,27% dos votos válidos. E Eduardo Paes conquistou 3.704.372 votos, o que representa 42,76%.Segundo Paes, a campanha esperava por um resultado melhor.

"O que nós estamos discutindo aqui é o Estado do Rio de Janeiro e os interesses do Estado do Rio de Janeiro. Não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o Estado do Rio de Janeiro", disse.

E acrescentou:

"Esse segundo turno ele vai servir para que nós possamos mostrar de maneira mais clara e evidente, sem a nebulosidade que acompanhou esse primeiro turno, de que luta nós estamos tratando. Uma máfia tomou conta do Estado do Rio de Janeiro. (Douglas Ruas) É um sujeito que ninguém conhece, ninguém sabe da onde veio. Vamos apontar todos os problemas, todas as fragilidades e vamos vencer a eleição", disse.

Arrancada de Ruas reflete influencia do bolsonarismo no RJ

A arrancada de Ruas retrata a influência do bolsonarismo e do campo conservador no Estado. Nos dois últimos pleitos, Wilson Witzel, em 2018, e Cláudio Castro, em 2022, venceram as eleições estaduais no primeiro turno.

Nas eleições deste ano, a campanha foi marcada pelo embate entre o projeto encabeçado por Eduardo Paes, focado em sua experiência de gestão e projeção estadual, e a força do eleitorado conservador representado pela chapa do Partido Liberal, liderada por Ruas.

O ex-prefeito do Rio enfrentará Douglas Ruas (foto) na etapa final da corrida eleitoral
O ex-prefeito do Rio enfrentará Douglas Ruas (foto) na etapa final da corrida eleitoral
Foto: Foto Douglas Ruas via Facebook / Estadão

Há mais de seis meses, quem despacha no Palácio Guanabara é um desembargador. Sem governador no cargo desde março, o eleitor fluminense vai decidir no segundo turno quem comandará o Rio de Janeiro pelos próximos quatro anos.

A cadeira que já foi ocupada por cinco governadores presos ficou vaga após mais um episódio envolvendo a Justiça. O desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), chegou ao posto após o esgarçamento da linha sucessória: o então governador Cláudio Castro (PL) renunciou em meio a um processo de cassação, o vice já tinha deixado o posto e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso.

Paes (PSD) liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha. Ele deixou a Prefeitura do Rio para disputar o governo. Foi prefeito de 2009 a 2016 e de 2021 a 2026, e já havia perdido a corrida ao governo em 2018, para o ex-juiz Wilson Witzel. A estratégia da campanha foi, em boa parte, apostar que a vitrine da capital se traduziria em votos no interior e na Baixada.

Já Douglas Ruas (PL), deputado estadual desde 2023, presidente da Alerj após a prisão de Bacellar, foi secretário de Cidades do governo Castro e herdou o campo político do ex-governador, aliado do clã Bolsonaro no Rio. Com influência política em São Gonçalo (o pai, Capitão Nelson, também do PL, é prefeito do segundo maior colégio eleitoral do Estado), Ruas colou sua imagem à do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto.

Estadão
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