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Eduardo Bolsonaro votou "sim" para PEC que engessa governo

Segundo o deputado, o projeto "não se trata de derrota, se trata de uma relação harmônica entre os poderes"

27 mar 2019
08h50
atualizado às 09h41
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi um dos 453 deputados que deram voto favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC) 2/15. Aprovada em dois turnos na Câmara, ela engessa parcela maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras.

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro
Foto: Adriano Machado / Reuters

Na prática, a PEC reduz o poder do Executivo sobre gastos públicos e tem sido vista como uma importante derrota para o governo na Câmara. O filho do presidente discorda. Depois de votar "sim", Eduardo lembrou que ele e o pai foram favoráveis ao projeto em 2015, quando foi apresentado e acabou empacando. Na ocasião, os dois eram oposição ao governo Dilma Rousseff (PT).

"De maneira nenhuma se trata de uma derrota do governo, mas, sim, de uma relação harmônica entre os poderes", afirmou Eduardo.

A aprovação foi um recado dos deputados para o Palácio do Planalto. Insatisfeitos com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não negociar com partidos, líderes de várias siglas decidiram emparedar o governo.

Apenas seis deputados, entre eles a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-RJ), se posicionaram contra a PEC.

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Estadão
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