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Derrite e Prado são eleitos senadores por SP, consagrando chapa e articulação de Tarcísio

Aliados do governador Tarcísio de Freitas impõem derrota a chapa das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede)

4 out 2026 - 19h43
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Resumo
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo, consolidando a força da direita e a articulação política do governador Tarcísio de Freitas, que bancou a chapa vitoriosa. Com a apuração praticamente concluída, eles superaram Simone Tebet e Marina Silva, impondo uma ampla derrota à esquerda paulista. Derrite é ex-secretário estadual de Segurança Pública e deputado federal, enquanto André do Prado preside atualmente a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo. Com 88,8% das urnas apuradas, eles estão matematicamente eleitos. Até o momento, Derrite tem 11,8 milhões de votos, equivalentes a 30,72% dos votos válidos, e Prado, 11,3 milhões, equivalentes a 29,38%.

Eles eram os candidatos ao cargo apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A eleição dos aliados consolida não só a chapa como a articulação política do governador, que fez valer sua preferência por André do Prado para representar o PL na disputa, desbancando nomes como o deputado federal Mário Frias e o vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo. Tarcísio também foi um dos articuladores da desistência de Ricardo Salles, que concorria ao Senado pelo Novo e disputava o mesmo eleitorado que Derrite e Prado.

A eleição de Derrite e Prado fortalece a direita na bancada paulista. O ocupante da cadeira que não estava em disputa é Marcos Pontes, do PL, ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) que se elegeu ao cargo em 2022 e segue na Casa até 2031.

Ao consagrar a chapa de Tarcísio, a eleição ao Senado em São Paulo marca uma derrota para a esquerda. Além da derrota das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que concorriam ao cargo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) perdeu a disputa pelo governo estadual já no primeiro turno.

A disputa ao Senado por São Paulo esteve embolada do começo ao fim, segundo as pesquisas de intenção de voto. Durante todo o período de campanha, levantamentos dos institutos Quaest e Datafolha indicaram um empate técnico quádruplo entre Derrite, Prado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) pelas duas vagas que estavam em jogo.

Guilherme Derrite é ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele ocupou a pasta estadual enquanto estava licenciado do mandato de deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi o relator do projeto de lei Antifacção.

O primeiro substituto na chapa de Guilherme Derrite é o advogado Vicente Santini. Ele ocupou cargos de segundo escalão no governo Bolsonaro. Nos últimos anos, atuou como chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília, realizando a interlocução entre a administração paulista e o governo federal. O segundo suplente é Julio Serson, empresário do ramo hoteleiro.

André do Prado é o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado São Paulo (Alesp), cargo ao qual foi eleito após quatro mandatos na Casa. Antes, foi vereador, secretário, vice-prefeito e prefeito de Guararema, no litoral de São Paulo.

Os suplentes dele são Fernando de Godoy, ex-prefeito de Holambra, no interior de São Paulo, e Rute Costa, vereadora da capital paulista.

Estadão
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