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Cury oficializa apoio a Flávio Bolsonaro sob condição de 'pacificação nacional'

"Meu apoio não é um cheque em branco", afirmou Cury nesta quinta-feira, 8

8 out 2026 - 19h29
(atualizado às 19h42)
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Resumo
Augusto Cury oficializou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno após o candidato assinar um compromisso com propostas de sua campanha, com foco na pacificação nacional e no fim da reeleição. O escritor afirmou que manterá sua independência, não aceitará cargos em um eventual governo e cobrará o cumprimento dos acordos, destacando que sua decisão não é um cheque em branco e exige o respeito às instituições, aos direitos humanos, à oposição e à convivência com as diferenças.
Augusto Cury, que foi candidato à Presidência da República pelo Avante e perdeu no 1º turno
Augusto Cury, que foi candidato à Presidência da República pelo Avante e perdeu no 1º turno
Foto: Ricardo Lima/Getty Images

Augusto Cury (Avante) oficializou nesta quinta-feira, 8, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, após uma conversa entre os dois e a assinatura, pelo candidato, de um compromisso público com propostas defendidas pelo escritor durante a campanha, entre elas a pacificação da nação. Cury afirmou em nota que não participará de um eventual governo e que manterá independência para cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos.

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"Meu apoio não é um cheque em branco", afirmou Cury. "Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo."

Segundo o escritor, a decisão foi tomada após uma conversa "olho no olho, sem filtros e sem rodeios" com Flávio. Cury disse ter deixado claro que não pretende integrar o governo caso o candidato do PL seja eleito. "Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável", afirmou.

O compromisso apresentado por Cury reúne oito pontos, entre eles o fim da reeleição presidencial, expansão da telemedicina, medidas de proteção às mulheres, valorização dos professores, financiamento a microempresas, fortalecimento do cooperativismo, estímulo à produção sustentável de alimentos e uma agenda de "pacificação nacional".

Cury afirmou ainda que o apoio não envolve negociação por cargos, privilégios ou vantagens pessoais. Segundo ele, Flávio deverá prestar os esclarecimentos necessários à sociedade e às instituições, e um eventual governo deverá respeitar direitos humanos, minorias, liberdade de pensamento e o papel da oposição.

"O Brasil precisa aprender a conviver consigo mesmo, respeitar suas diferenças e proteger suas instituições", afirmou.

Estadão
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