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Política

CPI do INSS avalia condução coercitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Presidente da comissão, Carlos Viana afirma que empresário pode ser levado à CPI caso não compareça ao depoimento marcado para 26 de fevereiro

4 fev 2026 - 13h06
(atualizado às 13h30)
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), avalia recorrer à condução coercitiva caso o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master não compareça ao depoimento marcado para 26 de fevereiro.

Nesta terça-feira, 3, o senador atendeu a um pedido da defesa de Vorcaro e adiou o depoimento que estava marcado para esta quinta, 5, para depois do carnaval.

"A CPMI pode determinar trazê-lo sob condução coercitiva. Vai ficar muito pior se no dia 26 não acontecer o que nós acertamos com a defesa, que é mandar a polícia buscá-lo em casa, uma vez que nós já temos até a autorização do Supremo Tribunal Federal para que ele venha", disse Viana em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira, 4.

Carlos Viana durante sessão da CPI do INSS que apura descontos irregulares em benefícios previdenciários
Carlos Viana durante sessão da CPI do INSS que apura descontos irregulares em benefícios previdenciários
Foto: José Cruz/Agência Brasil / Estadão

"É hora do seu Vorcaro começar a falar. Fui muito firme com a defesa para que ele comece a falar para 254 mil aposentados que tinham os descontos pelo banco dele sem confirmação de origem. Ou seja, o INSS repassava o dinheiro ao Banco Master", disse.

"Nós queremos entender do senhor Vorcaro, de onde ele conseguiu essa carteira, essa transferência para o INSS foi republicana ou teve favorecimento político? Nesse período, as pessoas que reclamavam que estavam sendo enganadas, de que maneiras elas foram atendidas? Isso foi colocado para a defesa, que inclusive mostrou muito boa vontade em trazê-lo caso eu concordasse com o adiamento", complementou.

Viana ressaltou ainda que o objetivo da CPI do INSS com o depoimento é restrito aos esclarecimentos sobre os descontos considerados irregulares e que a comissão não pode avançar sobre outros aspectos da atuação da instituição financeira. "Eu adoraria investigar toda a relação do Banco Master com o mercado financeiro, com as instituições ligadas ao governo. Mas eu não posso fazer isso, o meu limite constitucional da CPI termina nos descontos irregulares. A nossa relação com Daniel Vorcaro e o Banco Master são os 254 mil contratos que ele tinha em mãos", afirmou Viana.

Ainda na terça-feira, o presidente da CPI do INSS esteve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para tratar de questões relacionadas ao Banco Master. De acordo com o parlamentar, Toffoli assegurou que autorizará o deslocamento de Daniel Vorcaro a Brasília para prestar depoimento à comissão.

Viana afirmou ainda que o ministro se comprometeu a liberar o acesso às quebras de sigilo do banqueiro assim que a Polícia Federal concluir a consolidação dos dados, etapa que, segundo o senador, deve ser finalizada entre duas e três semanas.

Estadão
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