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Política

CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos fiscal e bancário de Zettel, cunhado de Vorcaro

Parente de banqueiro está entre investigados em fraudes do Master; ex-ministro de Bolsonaro também tem sigilo quebrado

31 mar 2026 - 10h48
(atualizado às 11h06)
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BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira, 31, a quebra do sigilo fiscal e bancário do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Autor do requerimento, o senador Humberto Costa (PT-PE) argumentou haver indícios de que Zettel mantém conexões financeiras com estruturas ligadas ao Banco Master e à Reag Investimentos, com possível uso para a circulação e ocultação de recursos de origem ilícita.

Reunião da CPI do Crime Organizado no Senado
Reunião da CPI do Crime Organizado no Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado / Estadão

O parlamentar afirmou também que a medida é essencial para rastrear o fluxo financeiro entre pessoas e instituições envolvidas, identificar beneficiários finais e esclarecer eventuais práticas de lavagem de dinheiro ou atuação de organizações criminosas.

Também foram aprovadas as quebras de sigilo bancário e fiscal de José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência durante o governo de Jair Bolsonaro, do Laguz I, fundo administrado pela Reag, investigada no caso Master.

A CPI também aprovou as quebras de sigilo bancário e fiscal do Kairós, outro fundo ligado ao Reag, que teria realizado R$ 190 milhões em pagamentos para Zettel, segundo Contarato, presidente da CPI.

Alguns desses requerimentos já tinham sido aprovados pela CPI em sessões anteriores. Integrantes da comissão temiam, porém, que o Supremo Tribunal Federal (STF) revertesse essas quebras, como ocorreu nos casos do Maridt e Arleen.

Conforme revelou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista Fabiano Zettel e comprou cotas do resort Tayaya, no interior do Paraná, do qual o minsitro do STF Dias Toffoli, seus irmãos e um de seus primos eram sócios.

Gilmar já havia anulado a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos Toffoli que foi beneficiada pelos aportes.

"A gente só está cumprindo pró-forma a decisão do Supremo Tribunal Federal para fazer votação nominal", afirmou o presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).

Mais cedo, a CPI aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.

Estadão
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