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Contra limitação a novos partidos, políticos ameaçam ir ao STF

23 abr 2013
17h16
atualizado às 17h31
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Contrários ao projeto de lei aprovado na Câmara e que segue para o Senado, políticos prometem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta que limita a criação de novos partidos. A ex-senadora Marina Silva, que tenta criar o Rede Sustentabilidade para concorrer às eleições presidenciais do ano que vem, busca apoio entre os antigos colegas para alterar o texto no Senado. Além de inviabilizar a criação do Rede, também fica comprometida a fusão do PMN e PPS, que criaram a Mobilização Democrática (MD).

"O primeiro esforço que está sendo feito é o de derrubar a urgência (o projeto 'fura a fila' dos demais que aguardam votação no plenário), que é um mecanismo justificável para uma situação de inadiável interesse nacional. Não sei qual é o inadiável interesse nacional. Se não for possível, vamos tentar aprovar emendas que dizem que as mudanças só terão validade depois das eleições de 2014. Senão, vamos ao STF", afirmou Marina.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato tucano à Presidência da República e adversário direto do PT nas próximas eleições, criticou a decisão do PT de apoiar a instituição das novas regras para o pleito do ano que vem e alegou que o governo não pode dispensar tratamentos diferentes para aliados e adversários. Aécio se refere ao aval do governo à criação do PSD, em 2011, que acabou por integrar a base de apoio da presidente Dilma Rousseff e deve, inclusive, ganhar um ministério.

"É adequada a proposta, o que não pode é no mesmo período legislativo ter dois pesos e duas medidas. Quando interessa ao governo, há o estímulo à criação de partido e quando a legenda surge fora do guarda-chuva da proteção de cargos do governo federal, eles não podem ser criados. Vamos reagir porque não é justo que a população seja cerceada de opções. Não aceitamos o casuísmo do governo, que age como se temesse a disputa eleitoral. Fica um receito muito grande do embate eleitoral que está por vir", disse o senador.

O texto-base da proposta foi aprovado na madrugada da última quinta-feira pelos deputados, que ainda precisam votar emendas ao projeto. A matéria determina que o parlamentar que mudar de partido depois de eleito, seja a legenda existente ou recém-criada, não vai alterar a divisão do tempo de propaganda e dos recursos do fundo (principal fonte de financiamento dos partidos).

O debate veio à tona após a criação do Partido Social Democrático, em 2011. Por causa da migração de parlamentares de outras legendas, o PSD já é a quarta maior bancada da Câmara. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, no ano passado, que o partido tem direito a parte do fundo partidário e do tempo de propaganda gratuita.

Fonte: Terra
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